segunda-feira, 26 de novembro de 2012
EU
"Eu gosto é do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto e tbm gosto de rotina ... Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável e explicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo mas na mesma ora coloco em pratica o ke é certo ... São poucas as pessoas pra quem eu me explico.Só quem eu confio e amo de verdade..."
domingo, 25 de novembro de 2012
Psique Objetiva
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Psicologia do Design de Interiores: O que faz de uma casa um lar?
Publicado em Psicologia da Arquitetura, Psicologia da Decoração, Psicologia da Felicidade,Psicologia do Design de Interiores, Vida, etiquetado Arquitetura da Felicidade, Casa, O que faz uma casa um lar?, Organização do Lar, Psicologia da Arquitetura, Psicologia do Design de Interiores, Psicologia Humanista, Psicologia Positiva, Qualidade de Vida., Vida de Qualidade, Vida Feliz em 1 de maio de 2011 | 1 Comentário »
(Imagem da Internet – Autor desconhecido)Por Angelita Scardua
Primeiramente, podemos pensar na moradia como parte de duas de nossas necessidades básicas: proteção e segurança. De um lar, contudo, espera-se mais do que a função de simples abrigo. Nós temos a expectativa, consciente ou inconsciente, de que a casa que habitamos nos ofereça conforto, paz, estabilidade e, principalmente, nos ajude a ter mais felicidade. Mas como transformar cimento, tijolos, telhas, tinta, etc., num espaço que possa nutrir nossos corpos, corações e mentes?
A sociedade de consumo viabiliza a existência de vários profissionais dispostos a nos ajudar a ter uma casa que expresse nossos anseios de habitar: arquitetos, decoradores, designers, e por aí vai. Na prática, porém, poucos profissionais da área saberiam explicar o que pode transformar uma casa num lar. Quando oferecem soluções para a organização, decoração, montagem…construção de uma casa, os experts em moradia tendem, na média, a seguir as tendências do mercado. Via de regra, as tendências em questão são fruto de pesquisas das indústrias de construção civil, têxtil, iluminação, etc. Melhor dizendo, as tendências surgem, quase sempre, para justificar os gastos das indústrias com pesquisas que levam a novos materiais e técnicas. Muitas vezes essas inovações podem ser ótimas para o consumidor final, muitas vezes não! O amianto, só para citar um exemplo recente, foi usado largamente nas construções do mundo até que se descobrisse uma correlação entre esse material e a incidência de tumores malignos. Outras vezes, as inovações teconológicas criam tendências que melhoram a vida doméstica de forma geral, favorecendo nossas busca por bem-estar e qualidade de vida. É o caso, por exemplo, dos materiais renováveis, do uso da energia solar, dos vidros temperados, e muitas outros.
Ainda assim, de que forma os “profissionais da casa” podem nos ajudar a erigir um lar? Se pensarmos que a idéia de lar implica, em boa parte, a expressão da nossa individualidade, o desejo de afirmarmos nossa condição social e cultural e a representação dos nossos valores pessoais; o mínimo de conhecimento psicológico, tanto ao nível da espécie – o ser humano – quanto ao nível do indivíduo – o sujeito que demanda a casa – deveria ser parte essencial da formação daqueles que constroem casas. Quem sabe, anum futuro próximo se estabeleça uma abertura conceitual de ambos os lados para a existência de um trabalho interdisciplinar? Ou, pelo menos, o interesse numa produção teórico-prática que buscasse efetivamente o diálogo entre áreas como Arquitetura, Design, Decoração, Engenharia Civil, Psicologia, Antropologia, Sociologia, História, etc.
No campo da Psicologia, do qual me sinto confortável para falar, há estudos sobre os efeitos do ambiente na vida das pessoas, e vice-versa. Esses estudos abarcam desde aspectos genéticos como as neurociências da percepção, até fatores subjetivos como as características de personalidade subsidiadas por formações inconscientes. Uma vertente interessante, e a princípio mais palatável para não psicólogos, são os estudos no campo da Psicologia Ambiental, que se baseiam nos mecanismos evolutivos que favoreceram a constituição da espécie humana. Sabe-se hoje, por exemplo, que a sensação de conforto e felicidade no que diz respeito ao habitar vincula-se aos instintos primários que nos leva(ra)m à luta pela sobrevivência. Como assim? Para entender isso melhor, seguem alguns exemplos:
A busca de refúgio: a sobrevivência de nossos antepassados dependia da capacidade de encontrar lugares seguros, que fornecessem abrigo dos elementos naturais e proteção contra os predadores. Assim, tendemos a preferir lugares acolhedores, que dão a sensação de conter, abrigar, acolher…como ocorre com telhados de muitas águas e variações na altura, com moradias de espaços compartimentados e privativos. Tanto é que a tendência dos lofts, por exemplo, por mais que tenha sido enaltecida pela mídia especializada, não logrou tornar-se uma regra de moradia, nem mesmo para uma minoria significativa. Alguns arquitetos, como Frank Lloyd Wright, são mestres em criar habitações cheias de espaços com essa característica de “refúgio”. Muitos profissionais, atualmente, seguem esses princípios optando por uma disposição dos móveis e por uma escolha de materiais – como madeira, pedra e outros – que promovem a sensação de conforto e segurança.
A importância da visibilidade: para os nossos antepassados, sobreviver numa savana africana implicava capacidade de antever as ameaças circundantes. Para fazer esses tipo de “previsão”, os humanos sempre dependeram da visão do que ocorria nas redondezas. Não é à toa que ao longo da história humana, os lugares altos semprem foram uma escolha para a construção de castelos, fortalezas e todo tipo de espaço para a defesa. Ou seja, ao mesmo tempo que precisamos nos recolher/refugiar, precisamos saber o que nos ronda a fim de que possamos nos defender. Assim, mesmo hoje, entre nós, há uma certa predileção por espaços amplos, tetos altos, luminosidade, etc. O mesmo vale pelo encantamento que ainda sentimos com casas erigidas em colinas, montanhas e, até mesmo, pelo fascínio susictado pelos arranha-céus das grandes metrópoles no imaginário moderno.
A atração pelo desconhecido: experimentos psicológicos sugerem que os humanos possuem uma forte atração pelo mistério. O que parece fazer sentido, já que descobrir, desvendar, conhecer, etc., são interesses inerentes à própria evolução da espécie. Sem tais interesses estaríamos todos, neste exato momento, habitando cavernas e vestindo a pele de animais mortos (alguns ainda o fazem, sei lá porquê!). Nossa sobrevivência como espécie está diretamente associada ao nosso interesse pelo que é desconhecido, misterioso. É a vontade de conhecer que nos impulsiona a realizar coisas, seja cruzar os oceanos ou fiar o algodão. Talvez, por isso, tendamos a nos sentir atraídos por corredores, escadas, nichos…espaços que “prometem” a revelação de algo mais que nos escapa à primeira vista. Hallsde entrada, sólidas portas; caminhos de acesso à entrada da casa com curvas, esquinas, cantos; cortinas que não ocultam totalmente os ambientes mas velam seus conteúdos…Enfim, casas com pequenos “segredos” parecem nos atrair e encantar.
A conexão com a natureza: no âmbito da investigação científica há sólidos indícios de que imagens de paisagens naturais podem melhorar o humor e, conseqüentemente, causar impacto positivo na saúde dos seres humanos. Um estudo clássico nessa área revelou que pacientes em recuperação cirúrgica, quando instalados em quartos com vista para a natureza, sentiam menos dor e se recuperavam mais rápido do que aqueles acomodados em quartos comuns. É claro que nem todo mundo pode habitar uma casa com vista privilegiada mas, certamente, isso é algo que a maioria de nós gostaria de fazer. Cultivar plantas em casa, morar próximo à agua – seja mar, cachoeira, rio, lago, etc., – ornar paredes com fotografias e pinturas de paisagem, criar um animal de estimação…são maneiras de nos mantermos em contato com a natureza e, ao mesmo tempo, de alegrar o nosso cotidiano. No passado remoto, para os nossos ancestrais, lugares cercados de vegetação e água era a garantia segura de fonte de alimentos, ou seja, de sobrevivência. No mais, o que seria da nossa história como espécie sem a companhia de nossos alegres companheiros de caçada, os cães.
A preferência pela simetria: uma das idéias dominantes atualmente nas neurociências é que o nosso cérebro se sente recompensado com padrões. Essa parece ser uma herança do nosso profundo vínculo original com a natureza. Do ponto de vista biológico, o equilíbrio das proporções, a regularidade e a ordem parecem sinalizar boas condições para a perpetuação da espécie. Tanto no âmbito da atração por um parceiro sexual quanto pela escolha de um lugar adequado para se viver, a existência de formas ordenadas e padronizadas parecem sinalizar confiabilidade. Pense bem: habitar um local no qual as estações seguem um fluxo regular possibilita um melhor planejamento das temporadas de caça, semeadura, colheita, recolhimento, etc. Similarmente, pesquisas recentes sobre a atração sexual têm demonstrado que o nosso cérebro tende a interpretar um corpo simétrico e bem proporcionado com genes mais saudáveis. Logo, simetria, ordem, equilíbrio e proporção parecem estar, do ponto de vista evolutivo, intimamente associados a tudo aquilo que no longo prazo possa ser confiável, produtivo e seguro. Não é a toa que ambientes com arrumação simétrica tendem a nos parecer mais aprazíveis. Paredes, tapetes, móveis, luminárias, janelas, portas, quadros…qualquer elemento de decoração que segue um padrão, seja de cor, textura, forma, tamanho, etc., parece agradar aos nossos olhos.
À procura do centro: nossos ancestrais caçadores e coletores – posteriormente agricultores e pastores – não teriam nos legado seus genes, e garantido nossa passagem por aqui, se em algum momento da dura rotina cotidiana eles não tivessem podido parar e repousar. O descanso é parte essencial da nossa sobrevivência, é o momento no qual nos permitimos ser mais do que animais. O repouso, o descanso, o ócio, são momentos em que podemos refletir, vagar… mergulhar no campo imaginário das nossas especulações, sonhos, desejos e delírios. O espaço que favorece essa “humanização” diária é o que podemos chamar de “centro”, o lugar de recolhimento, de auto-conexão. Casas que oferecem espaços preservados, ou seja, distantes de entradas, corredores e locais de passagem, nos parecem mais relaxantes. Não precisa necessariamente ser um cômodo, pode ser apenas uma poltrona num canto da sala, um banco num jardim, uma cama adequadamente posicionada. Às vezes, a simples mudança da iluminação de um ambiente pode proporcionar esse oásis imaginativo. Um dado interessante sobre o efeito da disposição dos móveis numa casa é que alguns experimentos psicológicos demonstraram que nossas escolhas fora de casa – dos locais por onde queremos andar, em quais preferimos parar e o que buscamos olhar – são afetadas pela organização dos espaços em nossos lares. Simbolicamente falando, nossa motivação para explorar o mundo tem a intensidade e a dimensão dos sonhos que a nossa casa nos permite abrigar.
fimmmmmmmmmm....
O SIGNIFICADO DA FELICIDADE
O que é Felicidade:
Felicidade é o estado de uma pessoa feliz, uma sensação de bem estar e contentamento, que pode ocorrer por diversos motivos. A felicidade é um momento durável de satisfação, onde o indivíduo se sente plenamente feliz e realizado, um momento onde não há nenhum tipo de sofrimento.
A felicidade é formada por diversas emoções e sentimentos, que pode ser por um motivo específico, como um sonho realizado, um desejo atendido, ou até mesmo pessoas que são conhecidas por estarem sempre felizes e de bom humor, onde não é necessário nenhum motivo para elas estarem em um estado de felicidade.
A felicidade é abordada por diversos filósofos, pela psicologia e pelas religiões. Os filósofos associavam a felicidade com o prazer, uma vez que é difícil definir a felicidade como um todo, de onde ela surge, os sentimentos e emoções envolvidos. Os filósofos estudavam qual o comportamento e estilos de vida poderiam levar os indivíduos à felicidade plena.
Felicidade pela Psicologia
A Universidade de Oxford criou um questionário para medir, através de vários métodos e instrumentos, o nível de felicidade das pessoas. Eles acreditam que para medir a felicidade, é necessário avaliar fatores físicos e psicológicos, renda, idade, preferências religiosas, políticas, estado civil, e etc.
O psiquiatra Sigmund Freud defendia que todo indivíduo é movido pela busca da felicidade, mas essa busca seria uma coisa utópica, uma vez que para ela existir, não poderia depender do mundo real, onde a pessoa pode ter experiências como o fracasso, portanto, o máximo que o ser humano poderia conseguir, seria uma felicidade parcial.
Felicidade pela Filosofia
Diversos filósofos estudaram e analisaram a felicidade. Para o grego Aristóteles, a felicidade diz respeito ao equlíbrio e harmonia praticando o bem; para outro grego, Epico, a felicidade ocorre através da satisfação dos desejos; Pirro de Élis também acreditava que a felicidade acontecia através da tranquilidade. Para o filósofo indiano Mahavira, a não violência era um importante aliado para atingir a felicidade plena.
Os filósofos chineses também pesquisaram sobre a felicidade. Para Lao Tsé, a felicidade poderia ser atingida tendo como modelo a natureza. Já Confúcio acreditava na felicidade devido à harmonia entre as pessoas.
Felicidade pelo Budismo
A doutrina religiosa budista também analisou a felicidade, que tornou-se um dos seus temas centrais. O budismo acredita que a felicidade ocorre através da liberação do sofrimento e pela superação do desejo, através do treinamento mental.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
A MUSICA DO SEU EU INTERIOR....
Ouça sua propria musica seu proprio ritmo sua pulsação .....a vida em vç dançando a musica da harmonia do amor e da beleza ....ouça solte seu pensamento ao som dessa musica deixe ke ele voe mas nao perca a sintonia com a musica que ha em vc teu ritmo cardiaco tua pulsação ...sinta o poder da musica ,tua gramnde aliada por todos esses anos..a sua busca espiritual qto extase, qta alegria ,qta energia a musica ja te trouxe..Voçe ja se lembrou de agradecer um dia a musica que de bom ela proporcionou a vç ..Batidas de pulsaação tua sobrevivencia natural...o seu eu dentro de vç..enfim tua musica teu coração a cd batida sai uma nota dele embora afinadas e embora desafinadas.....qdo afinadas vc dança se espande...qdo desafinada vc se aquieta tremula..nen sempre as notas estao afinadas dentro de vç....mas faça o possivel para essa musica ser afinada dentro de vc tua pulsação teus batimentos....
AGRADEÇA PELA MUSICA QUE HA DENTRO DE VC .....
PARA O AMOR DA MINHA VIDA...
A felicidade é como a pluma Que o vento vai levando pelo ar Voa tão leve Mas tem a vida breve Precisa que haja vento sem parar...
A felicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranqüila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor A felicidade é uma coisa boa E tão delicada também Tem flores e amores De todas as cores Tem ninhos de passarinhos Tudo de bom ela tem E é por ela ser assim tão delicada Que eu trato dela sempre muito bem
A felicidade é como a gota De orvalho numa pétala de flor Brilha tranqüila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor A felicidade é uma coisa boa E tão delicada também Tem flores e amores De todas as cores Tem ninhos de passarinhos Tudo de bom ela tem E é por ela ser assim tão delicada Que eu trato dela sempre muito bem
A minha felicidade está sonhando Nos olhos da meu namorado É como esta noite, passando, passando Em busca da madrugada Falem baixo, por favor Pra que ele acorde alegre com o dia Oferecendo beijos de amor...
A cada dia que passa me sinto mais amada por ti.....Mais desejada....simplismente se resume ém tres palavrinhas
EU TE AMO.....
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
AUTO-IMAGEM E A INTERFACE BELEZA - DOENÇA
É difícil exagerar a importância da beleza. Filósofos, cientistas, artistas, poetas, escritores, publicitários não se cansam, cada um à sua maneira, de exaltá-la. Beleza vende, motiva, apaixona, inspira, traz benefícios. Porém, a busca indiscriminada de padrões inviáveis pode trazer prejuízos à qualidade de vida e até matar, como ocorre na anorexia nervosa e na bulimia.
Os transtornos alimentares se constituem num dos mais graves problemas de saúde de nosso tempo. Existem relatos de mulheres anoréxicas desde a idade média, onde “candidatas a santas” jejuavam visando purificação. Em nossos dias, o fator desencadeante é a busca indiscriminada do corpo ideal baseado em padrões arbitrários e ditatoriais de beleza. Nessa busca, meninas e mulheres estão aumentando as estatísticas de patologias em que o fator nuclear é uma distorção da auto-imagem , da imagem corporal.
Para compreendermos essa interface beleza – doença, precisamos voltar no tempo e analisar a atuação da mulher na história recente. Em 1920, nos EUA adquire a cidadania, na medida em que lhe é conferido o direito de votar.
Na década de sessenta, com o advento da pílula anticoncepcional, ocorrem mudanças significativas no comportamento sexual das pessoas.
Em 1964 a manequim Twiggy espalha sua magreza para os meios de comunicação da época, deforma até então inusitada.
A profissão de modelo se populariza e em 1990 a revista Vogue inglesa elabora uma espécie de “ranking”, classificando as “super modelos”, depois denominadas de “Top Models”. A modelo supera a Miss enquanto ícone de beleza.
Na década de 50 e início de 60, os comerciais de TV mostram a mulher como “garota propaganda”, vendendo produtos para o lar e para a família. Como eletrodomésticos, por exemplo.
Na medida em que se emancipa no mercado de trabalho e consegue sua independência econômico-financeira, passa de “rainha do lar” para objeto do consumo. O mercado a descobre como força econômica ativa e se volta para ela, produzindo e vendendo para ela. Em nosso tempo, mais da metade das decisões de compra tem a sua participação, inclusive de objetos outrora muito mais cobiçados pelos homens, como automóveis. Decide por 45% das compras de veículos novos e participa da decisão de compra de outros 35%. É titular de 40% das contas bancárias, de 42 % das cadernetas de poupança e de 33% das aplicações em fundos. Crescem os cargos de chefia que têm a frente mulheres bem como sua participação na massa salarial. Da mesma maneira, aumenta a percentagem de mulheres que se tornam chefes de família.
Nesse cenário, iguala-se ao homem e o supera em inúmeras atividades, mas torna-se refém do próprio corpo.
Paralelamente, na cultura contemporânea, ocorrem consideráveis mudanças na “exigência estética”. Dois pesquisadores da Jonhs Hopkins School of Public Health, em Baltimore, revisam os arquivos do Concurso de Miss América de 1922 até 1999. Relatam que as misses de 1970 para cá, apresentam IMC menor que 18. O peso corporal diminuiu 12% no mesmo período. As modelos, que há 30 anos pesavam 8% a menos em relação às não modelos de mesma estrutura física, hoje pesam 23% a menos.
Desenvolveram-se crenças implícitas do tipo “o corpo humano é infinitamente maleável e o corpo ideal pode ser obtido através de muita dieta, malhação e esforço. Se obtido, trará o sucesso, a realização afetiva, pessoal, profissional” A perene Felicidade, o trabalho ideal, o príncipe encantado, a fortuna, a terra prometida. Mas, principalmente, torna-se um critério de inclusão.
A moda decreta: “o quadril de uma modelo de passarela não pode exceder 90 cm!” Está ditatorialmente estabelecida uma lei. Um dogma dos estilistas em benefício da própria comodidade e conveniência de suas roupas. Uma medida que as próprias modelos tem dificuldade em manter.
A área de saúde concomitantemente se debate com o crescimento mundial da obesidade, que se torna uma autêntica pandemia. De maneira alarmante os índices crescem mundialmente. Nos EUA 64 % dos americanos pesam mais do que deviam e no Brasil chegamos a 40%. Estudos prospectivos indicam que, a continuar nessa proporção, em 2250 todos os norte americanos serão obesos. A OMS alerta para o fato de a obesidade e seus efeitos matarem mais que a fome. A industria do emagrecimento fatura bilhões de dólares/ano e vêm crescendo de maneira pronunciada. A avidez por cirurgia plástica, inclusive em adolescentes, cresce assustadoramente. Lipos, silicones, pillings, são sonhos de consumo de muitas meninas. Estudo realizado no Rio de Janeiro com 100 adolescentes de classe média-alta, de 15 a 18 anos, revelou que 35% delas ambicionavam submeter-se a cirurgia estética algum dia (Pereira 2000) Segundo a Assoc Brasileira de Cirurgia Plástica, 15 % das intervenções estéticas são praticadas em adolescentes. Há cinco anos atrás esse número não ultrapassava 5 %. Em dez anos as lipos cresceram de 30 mil /ano em 1994 para 200 mil em 2004. Entre as adolescentes a o crescimento da procura de lipo e silicone aumentou em 1000%. A ONU informa que o uso de medicamentos para emagrecer cresceu 500% no Brasil em 5 anos. O CEBRID, em pesquisa realizada em 2002 em São Paulo e Brasília revelou que 60% das mulheres que utilizam medicamentos para “tirar a fome”, tinham IMC abaixo de 30. O Brasil é o maior consumidor mundial de fenproporex, um derivado anfetamínico utilizado como “moderador de apetite” que deve ser receitado com todo rigor médico. Somos o primeiro do mundo em cirurgia plástica em números relativos e perdemos apenas para os EUA em números absolutos. Hoje assistimos à banalização da cirurgia hiperbárica, utilizada como recurso derradeiro em obesidade mórbida, praticada e almejada com fins estéticos.São conhecidos os “botox day”, onde um técnico visita um grupo de pessoas que se reúnem para uma conversa e...uma aplicação de botox.
As pesquisas a respeito da satisfação feminina em relação ao próprio corpo, à avaliação da própria beleza, revelam enorme descontentamento. Todas convergem para a insatisfação em relação ao próprio corpo, busca do emagrecimento, qualquer que seja o peso, e dos “idéias de beleza”.
Em 2000, foram entrevistadas 659 estudantes da Universidade Federal Fluminense e da Gama Filho. O estudo revela 100% de insatisfação feminina com o próprio corpo. As estudantes queriam emagrecer em média 3 kg, mesmo as muito magras. O descontentamento masculino atingia 98% e os homens queriam ser mais fortes. Melin (2003) entrevistou 3512 estudantes de 13 a 20 anos. 74,2 % estavam insatisfeitas com seu corpo , 77,9% se sentiam culpadas quando comiam demais e 84,9% escolhiam os alimentos pelo valor calórico e pelos efeitos que provocariam no corpo. Waterhouse (2001) constata que 50% das meninas de 9 anos e 80% das de dez anos fazem dieta por medo de engordar.
Em 2004 a Unilever – Dove, através do Strategy One, Instituto de Pesquisa de Nova York, realizou estudo mundial. 3200 mulheres foram entrevistadas em 10 paises do mundo, com idades entre 18 e 64 anos. Entre os resultados, apenas 2% se definiram como “belas”. No Brasil essa percentagem caiu para 1%.54% das brasileiras fariam cirurgia plástica se pudessem e 7% já haviam feito, número significativamente mais elevado que os demais países. 12% trocariam 25% de inteligência por 25% de beleza. O estudo revela correlação positiva entre satisfação com a vida e com a percepção da própria aparência. Mulheres mais satisfeitas em outras áreas de suas vidas são mais indulgentes na avaliação da própria beleza e incluem outras características além da atratividade física, como humor, simpatia, cultura, integridade, dignidade e inteligência. 13 % acreditam que a verdadeira beleza feminina é a apresentada pelas TOP Models e que beleza traz felicidade. Se isso fosse verdade, modelos, população que supostamente é possuidora do “padrão” deveriam estar felizes com a própria aparência. Em estudo por mim realizado, entrevistei 140 modelos, todas com mais de 18 anos. Todas estavam insatisfeitas com a aparência física. Também elas queriam emagrecer em média três kg. 92% fariam alguma forma de cirurgia plástica, corporal e facial. A nota média que deram ao próprio corpo foi 6,3 e ao rosto 7,2. Comparando-se com os dados da Unilever – Dove, revelavam descontentamento ainda maior que as não modelos. Parece que estamos diante de uma patologia cultural que não diferencia mais quem tem o tal padrão de quem não tem.
Quando observamos ícones de beleza através dos tempos, verificamos que a mulher se torna mais alta e mais magra. Marta Rocha foi vice no concurso de Miss Universo de 1954. Tinha sua beleza exaltada em prosa e verso. Com 1,70 m de estatura, pesava 57 kg, o que lhe conferia um IMC de 19,72. Hoje, qualquer adolescente ao ver sua foto pergunta “quem é essa gorda?”Marilyn Monroe receberia o mesmo julgamento. Qualquer estilista torceria o nariz para elas em nossos dias. Juliana Borges, nossa Miss Brasil do ano 2000, tem 1,80 m e pesa 56 kg. Seu IMC é 17,02. Produto de nossos dias foi submetida a 18 pontos de “retoques cirúrgicos” para concorrer a Miss Universo. Gisele Bündchen, nossa modelo maior, inspiradora de muitas meninas, tem 1,79m e pesa 52 kg, com IMC de 16,22. Só que Gisele é “desse jeito”. Seu biótipo é assim. E diga-se, a bem da verdade, na fez nenhum tipo de sacrifício para tanto, muito pelo contrário. Alimenta-se muito bem...Pode ser admirável, mas não é padrão.Mike Tyson, o ex-campeão de boxe dos pesos pesados, em condição de luta, subia ao ringue com 100kg, para seu 1,82 m. Seu IMC é de 31. Gisele seria classificada como “subnutrida” e Tyson como “obeso grau 1” Nem a “obesidade” de Tyson, nem a “desnutrição” de Gisele constituem valores normativos. Valem para eles, são “normais” para eles, mas não como “padrão”. Padrão ou norma é um atributo que 50% das pessoas apresentam em torno de um valor mediano. A inteligência de Einstein é admirável mas não é “normal” nem “padrão”.
A auto-imagem pode ser definida como a visão que temos de nós mesmos, o nosso “retrato mental” baseado em experiências passadas, vivências e estímulos presentes e expectativas futuras. Inclui a forma o tamanho, as proporções do nosso corpo, nossos sentimentos em relação a ele e suas partes segundo nossa avaliação. Essa avaliação depende de nossas experiências, histórico de vida, dos estímulos positivos e negativos que recebemos, dos padrões com os quais fomos confrontados, dos valores culturais vigentes incluindo os estéticos, de nossas emoções e sentimentos. A formação da auto-imagem integra informações visuais, percepção e interpretação de estímulos diversos confronto com modelos ou padrões, mesclados com nossa experiência pessoal acerca de nosso próprio corpo. É a representação mental de nosso corpo.
A aquisição da auto-imagem se dá por aprendizagem. Ao interagir com as pessoas que lhe são importantes a criança recebe retorno verbal e não verbal que reforça suas particularidades. A avaliação que faz de si surge a partir da avaliação que os outros fazem dela. É através da auto-imagem que a mente avalia aquilo que o espelho mostra. Cada vez mais o “peso estético” se fasta do peso clínico. Uma mulher com 1,70 m e 62 kg e, portanto, um IMC de 22, 1, absolutamente normal, com certeza, não estará satisfeita com seu peso! Fatalmente desejará emagrecer.
Diversos autores, entre os quais ADLER, discípulo de FREUD, apontam o corpo como a maior fonte de sentimentos de inferioridade na criança, que se vê rodeada de pessoas maiores e mais fortes que ela. As primeiras observações e experiências seriam fundamentais para o relacionamento com o próprio corpo no futuro. Muitas mulheres e homens atraentes levam consigo uma sensação de ”feiúra” que os faz agir como se fossem, efetivamente feios e rejeitados. A auto-imagem indevidamente formada os faz atuar da forma pela qual se avaliam. Esta avaliação errônea produz comportamentos distorcidos. Mais importante do que ser ou estar é SENTIR-SEbonita. E beleza, sem dúvida, é questão de imagem E DE AUTO-IMAGEM.
A auto-imagem é mutável e influenciada por estímulos externos, internos, sentimentos e emoções.
A mídia divulga e propaga ideal de beleza baseados nas modelos, sem dúvida, uma forma especial de beleza, mas não a beleza em si. A enorme maioria das mulheres que aparecem na TV, filmes, publicidade, novelas, está abaixo peso. Umas poucas “normais” e uma minoria acima do peso, fazendo papeis jocosos.
Mensagens publicitárias, outdoors, comerciais de TV, associam o produto com um tipo de beleza vincado na exceção e não na regra geral. Ou, melhor ainda, associam a magreza com saúde, sucesso, modernidade.
Bombardeadas por estímulos de toda sorte, inclusive subliminares, as pessoas vão mudando a forma pela qual percebem a realidade, especialmente como vêm a si mesmas.
A força da mídia pode ser ilustrada em pesquisas como as realizadas nas Ilhas Fiji, no Pacífico, por pesquisadores de Harvard. Em 1995, imediatamente antes da chegada da televisão, mulheres nativas foram entrevistadas. Não havia preocupação com peso ou forma do corpo. Dieta não era um conceito familiar. Em 1998, com três anos de TV, os dados revelavam que 69 % das mulheres faziam dieta e um oitavo eram portadoras de bulimia nervosa!
Estudo da Universidade de Toronto revela que meninas e mulheres revelavam insegurança e raiva ao serem expostas a fotos de modelos. O Journal of Social and Clinical Psychology em setembro de 2002 revelava que 400 adolescentes estudantes do segundo grau na Austrália foram expostas a 40 comerciais de TV de vários produtos como roupas, alimentos e carros. Aquelas que presenciaram comerciais focados na aparência feminina mostraram insegurança em níveis significativamente superiores às que assistiram comerciais relativos a outros produtos. Em 1999, durante a novela “Terra Nostra”, Maria Fernanda Cândida foi eleita “a brasileira mais bonita do século” em enquete entre os telespectadores, após alguma horas de exposição na novela. Sem entrar no mérito da escolha, qual seria o resultado do levantamento caso fosse outra a imagem revelada pela TV? Esse resultado seria mantido hoje, em nova enquête?
Onde chega a ocidentalização, impondo a beleza baseada nas Top Models, mulheres altas, magras, claras, o fenômeno se repete. Na China ocorrem cirurgias de alongamento ósseo e a mulher procura “crescer” alguns centímetros para se contrapôs às ocidentais, inclusive no mercado de trabalho. Orientais e africanas tingem os cabelos de loiro. A tintura loira é responsável por 50 % das vendas em todo o mundo e ocorre no mercado em cerca de quinhentas tonalidades. Em estudo publicado no Singapore Medical Journal, em agosto de 1999, os pesquisadores alertam para uma transição das expectativas do tamanho do corpo em relação à magreza ocidental, na medida em que sua cultura se torna mais ocidentalizada. Pesquisadores do Hospital Psiquiátrico Geha, em Petha Tivka, Israel, revelam que a incidência de anorexia nervosa tem aumentado mundialmente desde a década de setenta, provavelmente como conseqüência das mudanças em normas e conceitos culturais de beleza feminina e a influência dos valores ocidentais em outros paises.
Ninguém começa uma dieta para der anoréxica. Mas a busca indiscriminada de um padrão de beleza confundível com magreza pode em pessoas predispostas biológica e psicologicamente, desencadear esse gravíssimo problema.
Anorexia quer dizer, literalmente, “ausência de fome”, o que é, ao menos no começo da doença, irreal. A anoréxica passa fome de propósito para emagrecer e, mesmo estando muito magra, se vê gorda total ou parcialmente. Sua auto-imagem está patológicamente alterada. Como se entre ela e o espelho houvesse lentes deformantes que alteram sua percepção.
Tudo pode começar com uma dieta inocente e até bem orientada que a pessoa começa a restringir. Retira carne vermelha, depois pode reduzir carboidratos, eliminar refeições intermediarias e essa restrição vai se generalizando, até chegar a um semijejum auto-induzido, onde poderá comer apenas alface e água. Paralelamente, o emagrecimento não é observado pela anoréxica. Cada vez mais magra, se vê muito gorda, total ou parcialmente. Pode se dizer “gorda” ou possuidora de “pneus”. Muitas fazem exercícios de forma compulsiva para queimar calorias. Há aquelas que provocam o vomito quando acham que “comeram demais”. A vida passa a girar em termos de dietas, calorias, magreza, forma física.
Há emagrecimento súbito e afastamento social. A menstruação se altera e com o tempo desenvolve amenorréia (cessa a menstruação). O prolongamento desse estado pode gerar esterilidade futura por atrofia de útero. Problemas cardíacos, osteoporose e, segundo alguns autores, atrofia cerebral. Ocorre anemia, queda de cabelos. as unhas se tornam quebradiças e cresce um tipo de penugem no corpo chamada “lanugo”, semelhante aos pelos que crescem no bebê. Vinte por cento das anoréxicas morrem por suicídio, parada cardíaca, inanição. A comorbidade com depressão pode atingir 75% ou mais. A vulnerabilidade para outros transtornos psicopatológicos é acentuada.
Bulimia, ao pé da letra, quer dizer “fome de boi”. Nela a pessoa apresenta o “binge eating”, mal traduzido como “ataque de comer”, onde ingere uma grande quantidade de comida, significativamente maior que a maioria das pessoas e que ela mesma fariam nas mesmas condições, em curto espaço de tempo,. O alimento é ingerido de maneira muito rápida, praticamente sem mastigar, habitualmente às escondidas e acompanhado de sensação de falta de controle em relação ao que e ao quanto come. Após a ingesta a pessoa sente-se arrependida, com medo de engordar e busca eliminar as calorias ingeridas através de comportamentos chamados de “compensatórios”. Entre eles o vomito auto-induzido é o mais freqüente, ocorrendo em 95% das bulímicas. Porém não é o único. Exercícios físicos feitos de forma compulsiva, jejuns entre os ataques de comer, laxantes, diuréticos, hormônio de tiróide, outros “remédios para emagrecer” e até drogas ilícitas. Habitualmente há uma combinação desses comportamentos. Há extrema preocupação com a forma e peso do corpo. A bulímica se vê gorda, embora muitas vezes seja evidentemente magra. Essa preocupação com o corpo se torna prevalente em sua vida social e profissional.
Na anorexia ocorre emagrecimento súbito. Na bulimia o peso se mantém constante, um pouco acima ou abaixo do normal. Estudos mostram que a bulímica irá procurar tratamento entre cinco e oito anos após o início da doença, onde graves conseqüências podem ter ocorrido.
Os transtornos alimentares, como todos os demais transtornos psicopatológicos, na apresentam “causa única”. Falamos em causas multifatoriais, onde “diversas causas” interagem produzindo um efeito. Fatores genéticos, biológicos, psicológicos e familiares atuam concomitantemente. Porém, o desencadeante atual é, sem duvida, a distorção da auto-imagem provocada por autêntica lavagem cerebral provocada pela overdose de exposição aos estímulos da moda, publicidade, TV, novelas, cinema, da mídia em geral, que baseiam suas mensagens nos padrões ocidentais idealizados de beleza. E o tal “padrão”, paradoxalmente, é uma exceção genética. Uma característica física que apenas 0,5% da humanidade, se tanto, possui.
Outros transtornos psicopatológicos têm em seu núcleo central uma distorção da imagem corporal. Embora fujam do escopo deste artigo, devem ser ao menos mencionados.
O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou, como era chamado, “dismorfofobia”, constitui acentuada preocupação com a aparência, com um “defeito físico” corporal ou facial, habitualmente imaginário que causa intenso sofrimento ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional e/ou em outras áreas importantes da pessoa. Uma espécie de “feiúra imaginária” ou um medo de ser ou de ficar feia. Ocorre, oficialmente, em 2% das pessoas, embora esses dados sejam claramente subestimados, já que os portadores procuram ajuda em clínicas estéticas, dermatológicas ou em cirurgiões plásticos. Estima-se em 10% a ocorrência em pessoas que se submetem a cirurgia plástica. Atribuem o problema a um defeito de imagem e não de auto-imagem.
A vigorexia ou “Síndrome de Adonis” consiste na obsessão por aquisição de musculatura hipertrofiada e forte. Portadores desta síndrome, preferencialmente homens, se vêm fracos, embora muito fortes. A pessoa se exercita excessivamente, aponto de sofrer lesões físicas.O faz em detrimento de outras atividades, sejam elas sociais, profissionais ou outras. Avalia-se diante do espelho, mede-se constantemente e mostra-se insatisfeito cronicamente com seu corpo, em sua visão, fraco. Pode utilizar grandes quantidades de suplementos nutricionais, como aminoácidos, concentrados protéicos, substâncias como creatina, anabolizantes hormonais e outros, que promovam crescimento da massa muscular. Não raramente endividam-se para comprar suplementos e drogas que acreditem essenciais para seu desenvolvimento muscular. Também aqui se verifica acentuada distorção entre o que o espelho reflete e o que a mente elabora.
A anoréxica se vê gorda. A portadora de TCD se vê feia e o vigoréxico se vê fraco.
O ponto comum destes transtornos é a presença de baixa auto-estima. A ausência de uma referência interna de beleza que leve em consideração as características pessoais da pessoa, seu biotipo, suas peculiaridades e, principalmente, que seja absolutamente vinculada à saúde. A ausência de uma “identidade estética” que considere os diferenciais de cada um e não um “padrão”, qualquer que seja.
Culturalmente há a necessidade de um conceito democrático de beleza que leve em conta diferentes tamanhos, formas, tamanhos, idades e etnias, onde não exista o “mais que”, mas o “diferente de” e que seja intimamente ligada à auto-estima, intimamnetne ligada à felicidade. A única unanimidade em termos de beleza é a presença de auto-estima adequada.
Bulimia, ao pé da letra, quer dizer “fome de boi”. Nela a pessoa apresenta o “binge eating”, mal traduzido como “ataque de comer”, onde ingere uma grande quantidade de comida, significativamente maior que a maioria das pessoas e que ela mesma fariam nas mesmas condições, em curto espaço de tempo,. O alimento é ingerido de maneira muito rápida, praticamente sem mastigar, habitualmente às escondidas e acompanhado de sensação de falta de controle em relação ao que e ao quanto come. Após a ingesta a pessoa sente-se arrependida, com medo de engordar e busca eliminar as calorias ingeridas através de comportamentos chamados de “compensatórios”. Entre eles o vomito auto-induzido é o mais freqüente, ocorrendo em 95% das bulímicas. Porém não é o único. Exercícios físicos feitos de forma compulsiva, jejuns entre os ataques de comer, laxantes, diuréticos, hormônio de tiróide, outros “remédios para emagrecer” e até drogas ilícitas. Habitualmente há uma combinação desses comportamentos. Há extrema preocupação com a forma e peso do corpo. A bulímica se vê gorda, embora muitas vezes seja evidentemente magra. Essa preocupação com o corpo se torna prevalente em sua vida social e profissional.
Na anorexia ocorre emagrecimento súbito. Na bulimia o peso se mantém constante, um pouco acima ou abaixo do normal. Estudos mostram que a bulímica irá procurar tratamento entre cinco e oito anos após o início da doença, onde graves conseqüências podem ter ocorrido.
Os transtornos alimentares, como todos os demais transtornos psicopatológicos, na apresentam “causa única”. Falamos em causas multifatoriais, onde “diversas causas” interagem produzindo um efeito. Fatores genéticos, biológicos, psicológicos e familiares atuam concomitantemente. Porém, o desencadeante atual é, sem duvida, a distorção da auto-imagem provocada por autêntica lavagem cerebral provocada pela overdose de exposição aos estímulos da moda, publicidade, TV, novelas, cinema, da mídia em geral, que baseiam suas mensagens nos padrões ocidentais idealizados de beleza. E o tal “padrão”, paradoxalmente, é uma exceção genética. Uma característica física que apenas 0,5% da humanidade, se tanto, possui.
Outros transtornos psicopatológicos têm em seu núcleo central uma distorção da imagem corporal. Embora fujam do escopo deste artigo, devem ser ao menos mencionados.
O transtorno dismórfico corporal (TDC) ou, como era chamado, “dismorfofobia”, constitui acentuada preocupação com a aparência, com um “defeito físico” corporal ou facial, habitualmente imaginário que causa intenso sofrimento ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional e/ou em outras áreas importantes da pessoa. Uma espécie de “feiúra imaginária” ou um medo de ser ou de ficar feia. Ocorre, oficialmente, em 2% das pessoas, embora esses dados sejam claramente subestimados, já que os portadores procuram ajuda em clínicas estéticas, dermatológicas ou em cirurgiões plásticos. Estima-se em 10% a ocorrência em pessoas que se submetem a cirurgia plástica. Atribuem o problema a um defeito de imagem e não de auto-imagem.
A vigorexia ou “Síndrome de Adonis” consiste na obsessão por aquisição de musculatura hipertrofiada e forte. Portadores desta síndrome, preferencialmente homens, se vêm fracos, embora muito fortes. A pessoa se exercita excessivamente, aponto de sofrer lesões físicas.O faz em detrimento de outras atividades, sejam elas sociais, profissionais ou outras. Avalia-se diante do espelho, mede-se constantemente e mostra-se insatisfeito cronicamente com seu corpo, em sua visão, fraco. Pode utilizar grandes quantidades de suplementos nutricionais, como aminoácidos, concentrados protéicos, substâncias como creatina, anabolizantes hormonais e outros, que promovam crescimento da massa muscular. Não raramente endividam-se para comprar suplementos e drogas que acreditem essenciais para seu desenvolvimento muscular. Também aqui se verifica acentuada distorção entre o que o espelho reflete e o que a mente elabora.
A anoréxica se vê gorda. A portadora de TCD se vê feia e o vigoréxico se vê fraco.
O ponto comum destes transtornos é a presença de baixa auto-estima. A ausência de uma referência interna de beleza que leve em consideração as características pessoais da pessoa, seu biotipo, suas peculiaridades e, principalmente, que seja absolutamente vinculada à saúde. A ausência de uma “identidade estética” que considere os diferenciais de cada um e não um “padrão”, qualquer que seja.
Culturalmente há a necessidade de um conceito democrático de beleza que leve em conta diferentes tamanhos, formas, tamanhos, idades e etnias, onde não exista o “mais que”, mas o “diferente de” e que seja intimamente ligada à auto-estima, intimamnetne ligada à felicidade. A única unanimidade em termos de beleza é a presença de auto-estima adequada.
MENTE ILIMITADA
Os mestres do passado tinham razão quando elencavam a eliminação dos vícios, defeitos e maus hábitos como pré-requisitos essenciais para a elevação no caminho do autoconhecimento. Ora, as grandes verdades são simples. Por isso, o segredo da vida já era conhecido desde tempos remotos, por homens de mente aberta.
Todo Aprendiz com nível mediano na senda do conhecimento das Leis Universais, sabe que é essencial purificar a consciência eliminando pensamentos, sentimentos e ações negativas. Só assim, a mente fica livre, apta a permitir que a Lei da Vibração Universal funcione sem restrições.
Através da análise sensorial simplista imposta pelo racionalismo objetivo, criamos barreiras e limitações que impedem o fluxo da vida plena em nossa vida e tornamo-nos sabotadores de nossa própria natureza essencial. Para que o Universo conspire a nosso favor, precisamos entrar no fluxo da corrente cósmica. E, isso só é possível quando eliminamos as resistências criadas pela mente racional.
Desde a concepção até o dia de hoje, temos assimilado crenças e convicções que se converteram em memórias poderosas no nível inconsciente do nosso ser. Isso criou, com o decorrer do tempo, uma espécie de programa interno de resposta automatizada. Assim, quando nos defrontamos com situações diversas, temos respostas as mais variadas, todas elaboradas a partir de uma programação pré-estabelecida. Isso cria um ciclo vicioso que faz com que determinadas circunstâncias se repitam de forma quase que inconstante, representando um determinismo aparentemente inalterável. Parece até uma maldição, um carma ou um destino traçado, cruel e imutável. Mas tudo isso pode mudar.
Liberdade e liberação com relação ao passado é primeiro passo no caminho da nossa evolução espiritual, emocional e material. É necessário retomar o contato com nosso eu interior e trabalhar no sentido de purificar-nos de nossos erros traduzidos em pensamentos, palavras, emoções e atos.
A mudança de paradigma que nós precisamos depende apenas de uma radical alteração no foco de nossas emoções.
Mude sua concepção de mundo, de forma a colocar-se a favor do fluxo da corrente da vida. Isso pode parecer difícil à primeira vista, dependendo da sua situação atual. No entanto, sendo persistente e determinado na prática do bem-estar, pouco a pouco as coisas vão entrando nos eixos. Não pense em fazer uma mudança drástica e radical, atropelando as concepções arraigadas na sua mente. Isso não irá funcionar. Ao contrário, provocará contradições e conflitos internos que poderão minar toda possibilidade de êxito. De um passo de cada vez, com calma e serenidade.
Nada de grande se constrói de repente. Comece devagar e persista sempre no sentido de manifestar o bem a cada dia, onde você estiver.
Experimente manifestar amor, boa vontade, alegria onde quer que você vá. Que todo e qualquer ambiente que você visitar, fique melhor que antes por conta da sua boa vibração. Que as pessoas sintam-se bem quando estiverem em sua presença e que sua fragrância mística representada pelo seu bem-estar mental e emocional permaneça em cada lugar que você visite. Saiba que ao incutir um estado emocional positivo nas pessoas que cruzam seu caminho, você magnetiza, atrai e cria bênçãos incontáveis para si mesmo.
Você é energia condensada vivendo em um Universo que, em essência, é pura energia. Aumente o nível de sua vibração e tudo à sua volta passará a conspirar a seu favor, de maneira natural, sem a necessidade do menor esforço de sua parte.
Harmonia gera harmonia. Amor atrai amor. Alegria e contentamento geram felicidade.
Quem é rico, consciente ou inconscientemente adquiriu uma concepção de vida embasada na riqueza. Quem é feliz, absorveu a concepção da felicidade como a sua realidade, quer tenha feito isso de forma deliberada ou acidental. Quem tem uma boa saúde é porque, de certa forma, aplica a regra do bem-estar na vida cotidiana, mesmo que nem perceba isso racionalmente. A boa notícia é que tudo isso pode ser provocado, de forma intencional, a partir de uma alteração na sua essência, mediante uma mudança de foco, do negativo para o positivo.
Você é uma estação transmissora e receptora da energia Essencial. Trabalhe sua essência no sentido de emitir somente coisas boas, positivas e construtivas e você estará alinhando sua vibração à corrente cósmica do bem-estar, da evolução e do crescimento.
Através da sublimação do seu eu, você será capaz de alcançar um elevado grau de evolução, atraindo saúde, felicidade, prosperidade e paz interior. Mas saiba que isso de modo algum tem a ver com pureza ou santidade, no sentido esotérico e religioso do termo. Todas as coisas são puras para os puros. Portanto, pecar significa simplesmente errar o alvo. O pecado é o sofrimento, a limitação, a doença, a dor, a tristeza, o medo, a raiva, a inveja e tudo o mais que destitua a plenitude da vida.
Aja sempre no sentido de fazer o bem, aplicando a regra de ouro em cada atitude ou ação cotidiana. O resto é apenas blá, blá, blá, oba, oba e balela.
FIM.....
domingo, 18 de novembro de 2012
BULIMIA
O medo mórbido de engordar, associado aos padrões de beleza cada vez mais longilíneos, leva a jovem a uma dieta drástica. Faminta e ansiosa, apresenta o ataque de comer, que é a ingestão de uma grande quantidade de comida num curto período de tempo, acompanhada da sensação de falta de controle, culpa, vergonha e...medo de engordar...
O pensamento, simultaneamente, volta-se para a comida e para os ideais de beleza. A sensação de Ter traído esses ideais, a culpa decorrente, a fazem buscar “formas de compensar” , sendo o vômito autoprovocado o mais freqüentemente utilizado. Tal comportamento é vivido como alheio e repugnante ao indivíduo, porém vivenciado como incontrolável. Porém, engana-se quem pensa que a bulimia é definida apenas na presença de vômito após o empanturramento. Outros comportamentos são utilizados , como uso de medicamentos (diuréticos, laxantes , mais raramente hormônio de tiróide), drogas (com intuito de emagrecimento), exercícios compulsivos visando a queima das calorias ingeridas no ataque de comer também definem a bulimia . Muitas vezes há uma combinação destes comportamentos, sempre acompanhados de medo terrível de engordar e, freqüentemente, em mulheres de peso normal ou mesmo abaixo.
Há alteração da forma pela qual a pessoa percebe a própria imagem e o “peso ideal” habitualmente é inviável e incompatível com o biotipo da pessoa.
Ataca de 1 a 3% das mulheres da adolescência em diante. Esses números são provavelmente sub avaliados, já que a bulímica pode permanecer oculta por muito tempo. Sua aparência é saudável e freqüentemente há vergonha de procurar ajuda, especialmente quando o vômito se faz presente.Isso faz com que, para alguns autores, a bulimia seja até mais perigosa que a anorexia, que apresenta evidentes sinais exteriores. A freqüência é nitidamente maior em mulheres (9:1).
A bulimia pode vir acompanhada por outros transtornos, como abuso de álcool e substâncias, dificuldade de controle dos impulsos, furtos e, especialmente depressão (50 a 75% dos casos). Há baixa auto – estima, muitas vezes incompetência social, grande necessidade de aprovação externa, alteração da auto imagem, impulsividade e supervalorização do que a magreza pode fazer por elas.
O tratamento psicológico visa o controle dos ataques de comer e a resolução dos conflitos psicológicos associados e o prognóstico tanto mais favorável quanto mais precocemente for iniciado.
As conseqüências da bulimia não tratada vão desde irregularidades no ciclo menstrual, alterações cardiovasculares , morte por parada cardíaca (perda de eletrólitos importantes) e suicídio.
ANOREXIA NERVOSA
1. O que é Anorexia Nervosa?
A anorexia é caracterizada por um processo de inanição auto provocado pelo medo mórbido de engordar. Pode ter inicio numa dieta inocente para perder peso que vai sendo drasticamente restrita até tornar-se um semijejum. Quanto mais magra a anoréxica está mais gorda se vê. Com a progressão da anorexia a menstruação cessa. Com freqüência há prática excessiva de exercícios físicos para acelerar o emagrecimento. Há uma obsessão pela magreza e o emagrecimento torna-se um fim em si mesmo.A pronunciada queda de peso não satisfaz a anoréxica que permanece obstinada em seu propósito de emagrecer. A idade de maior incidência por volta de 14 anos. Porém existem casos ainda mais precoces sendo raro seu aparecimento após os 40 anos. 0,5 a 1,0% da população feminina apresenta anorexia diagnosticada, fora os casos de meninas pré anoréxicas. A maior incidência é no gênero feminino (90%).
2. Quais as conseqüências da Anorexia?
A anorexia vem acompanhada de depressão em 50 a 75% dos casos. 15 a 20% das anoréxicas morrem por suicídio, parada cardíaca, inanição. Das sobreviventes, 50% apresentam seqüelas permanentes, físicas e/ ou psicológicas. É o transtorno psicopatológico que apresenta maior mortalidade. A suspensão da menstruação por muito tempo pode ocasionar atrofia do útero e esterilidade futura.
3. Quais as características que devemos observar em filhas, amigas, alunas?
a. Mesmo muito magra a pessoa procede como se estivesse em dieta. Conta obsessivamente as calorias, pesa os alimentos, mede líquidos, REVELA MEDO EXCESSIVO DE ENGORDAR, pula refeições ou elimina certos alimentos que considera “engordativos” Faz exercícios compulsivamente, vai além da dor, sente-se culpada quando não faz, deixa de fazer coisas
A anorexia vem acompanhada de depressão em 50 a 75% dos casos. 15 a 20% das anoréxicas morrem por suicídio, parada cardíaca, inanição. Das sobreviventes, 50% apresentam seqüelas permanentes, físicas e/ ou psicológicas. É o transtorno psicopatológico que apresenta maior mortalidade. A suspensão da menstruação por muito tempo pode ocasionar atrofia do útero e esterilidade futura.
3. Quais as características que devemos observar em filhas, amigas, alunas?
a. Mesmo muito magra a pessoa procede como se estivesse em dieta. Conta obsessivamente as calorias, pesa os alimentos, mede líquidos, REVELA MEDO EXCESSIVO DE ENGORDAR, pula refeições ou elimina certos alimentos que considera “engordativos” Faz exercícios compulsivamente, vai além da dor, sente-se culpada quando não faz, deixa de fazer coisas
b. Vomita após as refeições (difícil de verificar).Dica: se a pessoa vai sistematicamente ao banheiro após as refeições e permanece por muito tempo, FIQUE ATENTA.
c. Toma laxantes e diuréticos (difícil de verificar). Dica: queixas de cólicas abdominais, inflamações anais ou descontrole intestinal.
c. Toma laxantes e diuréticos (difícil de verificar). Dica: queixas de cólicas abdominais, inflamações anais ou descontrole intestinal.
d. Dissimula a magreza: Usa roupas muitas folgadas ou sobrepostas para esconder a magreza da família e amigos.Penteados que escondem a proeminência das maças do rosto
e. Preocupação excessiva com peso, dieta, forma física, exercícios. Supervalorização destes fatos. Tais assuntos passam a ser pontos centrais em sua vida.
f. Mudanças progressivas de comportamento. Afastamento das pessoas: isolamento social e familiar. Desconfiadas
Pode apresentar irritabilidade, tristeza, raiva, zangarem-se com facilidade e tornarem-se difíceis de lidar.Presença de Depressão
g. Sintomas de desnutrição.Tontura, desmaio, fadiga, cansaço, sono de mais ou insônia.Inchaço no corpo, especialmente nas pernas.
4. Qual o tratamento da Anorexia?
O tratamento da Anorexia é interdisciplinar e engloba médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiras e outros. A ANORÉXICA OFERECE GRANDE RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO. COSTUMA DIZER “ESTOU GORDA E NÃO DOENTE”. POR ISSO É FUNDAMENTAL A PREVENÇÃO, MAIS QUE EM QUALQUER OUTRA MOLÉSTIA.
e. Preocupação excessiva com peso, dieta, forma física, exercícios. Supervalorização destes fatos. Tais assuntos passam a ser pontos centrais em sua vida.
f. Mudanças progressivas de comportamento. Afastamento das pessoas: isolamento social e familiar. Desconfiadas
Pode apresentar irritabilidade, tristeza, raiva, zangarem-se com facilidade e tornarem-se difíceis de lidar.Presença de Depressão
g. Sintomas de desnutrição.Tontura, desmaio, fadiga, cansaço, sono de mais ou insônia.Inchaço no corpo, especialmente nas pernas.
4. Qual o tratamento da Anorexia?
O tratamento da Anorexia é interdisciplinar e engloba médicos, psicólogos, nutricionistas, enfermeiras e outros. A ANORÉXICA OFERECE GRANDE RESISTÊNCIA AO TRATAMENTO. COSTUMA DIZER “ESTOU GORDA E NÃO DOENTE”. POR ISSO É FUNDAMENTAL A PREVENÇÃO, MAIS QUE EM QUALQUER OUTRA MOLÉSTIA.
SE VOCÊ TEM FILHAS, ALUNAS, AMIGAS, PARENTES OU CONHECIDAS COM ESSAS CARACTERÍSTICAS, NÃO EXITE! PROCUTRE AJUDA! É PREFERIVEL PECAR POR EXCESSO DO QUE CORRER RISCOS!
SÓ LÓGICA NÃO BASTA
Como explicar que pessoas inteligentes, com sucesso ´profissional, muitas vezes de classe média ou alta, nível universitário, informadas acerca de problemas de saúde e estética, que já passaram por diversos tratamentos com excelentes profissionais, continuem perdendo a guerra contra o emagrecimento? Porque só a lógica e a persuasão não funcionam ?
Problemas emocionais , arcaicos ou não, não resolvidos podem produzir uma “fome” de caráter incontrolável ou insaciável . A ingestão excessiva de alimentos leva a pessoa a engordar. O alimento atua como “consolo”.
Estabelecida a relação emoção-comida , torna-se automática e inconsciente. Cada vez que a ansiedade aumenta é compensada pelo alimento. A orientação nutricional, por mais equilibrada que seja, de algum modo, reduzirá quantidades. Ao diminuir a ingestão de alimentos haverá um “rebote” de ansiedade que poderá levar de novo ao prato. Você sabe o que fazer, mas...não consegue...
Para identificar o que, fora a fome, o leva a comer é necessário um levantamento do papel das emoções, sentimentos e pensamento que atuam como “gatilho” para a comida. Uma vez identificado e tratado é feita a desconexão entre emoção e comida.
Habitualmente ansiedade, medo, raiva, stress, frustração, vergonha, cansaço, perdas, tristeza, depressão, e outros, estão associados com a alteração do apetite.
A gordura, depois de instalada, poderá adquirir caráter de ganho secundário. A pessoa engorda e usa , sem perceber, este fato para justificar uma série de situações. Timidez, dificuldades de relacionamento, dificuldades sexuais, conjugais, evitação de responsabilidade,, obtenção de atenção, etc, podem estar aí. Se este “ganho” não for trabalhado, o problema se manterá. Exemplo disso é a pessoa que , muito tímida, usa inconscientemente a gordura para “justificar” a não participação social. Se a timidez não for tratada, o problema de peso continuará.
Cerca de 50% das pessoas que são ou estão gordas tem alterações de auto-imagem ( do “retrato mental” de si próprias). O trabalho de reconstrução da auto-imagem é essencial. A ´pessoa pode estar magra, mas se não se sentir magra voltará a engordar.
Na medida em que cresce a auto-estima , cresce a segurança e diminui a necessidade de comer sem fome e a pessoa terá mais facilidade para aderir a um plano nutricional. O escudo que a gordura proporciona, sua função de defesa ou ataque, começa a perder a função.Muitas vezes a gordura pode defender a pessoa contra a intimidade.
Comumente as pessoas que querem emagrecer se defrontam com um conflito : desejam emagrecer mas em seu inconsciente TEMEM emagrecer. TODA VEZ QUE HÁ UM CONFLITO ENTRE A VONTADE CONSCIENTE E A EMOÇÃO INCONSCIENTE, VENCE O INCONSCIENTE ! Daí a necessidade de autoconhecimento psicológico, o que se faz mediante psicoterapia.
Grandes adversários do emagrecimento são a impaciência, a inflexibilidade, a resistência a mudanças, baixa tolerância à frustração.
Nossos atos muitas vezes são irracionais. Temos medo de coisas que não constituem ameaça, fazemos coisas que aparentemente não condizem com nossos objetivos.Por isso é necessário nos conhecermos , termos acesso a camadas mais profundas de nossa personalidade, de nossas emoções . Isso exige participação por parte do paciente.
POR ISSO, SÓ LÓGICA NÃO BASTA !!!!
Problemas emocionais , arcaicos ou não, não resolvidos podem produzir uma “fome” de caráter incontrolável ou insaciável . A ingestão excessiva de alimentos leva a pessoa a engordar. O alimento atua como “consolo”.
Estabelecida a relação emoção-comida , torna-se automática e inconsciente. Cada vez que a ansiedade aumenta é compensada pelo alimento. A orientação nutricional, por mais equilibrada que seja, de algum modo, reduzirá quantidades. Ao diminuir a ingestão de alimentos haverá um “rebote” de ansiedade que poderá levar de novo ao prato. Você sabe o que fazer, mas...não consegue...
Para identificar o que, fora a fome, o leva a comer é necessário um levantamento do papel das emoções, sentimentos e pensamento que atuam como “gatilho” para a comida. Uma vez identificado e tratado é feita a desconexão entre emoção e comida.
Habitualmente ansiedade, medo, raiva, stress, frustração, vergonha, cansaço, perdas, tristeza, depressão, e outros, estão associados com a alteração do apetite.
A gordura, depois de instalada, poderá adquirir caráter de ganho secundário. A pessoa engorda e usa , sem perceber, este fato para justificar uma série de situações. Timidez, dificuldades de relacionamento, dificuldades sexuais, conjugais, evitação de responsabilidade,, obtenção de atenção, etc, podem estar aí. Se este “ganho” não for trabalhado, o problema se manterá. Exemplo disso é a pessoa que , muito tímida, usa inconscientemente a gordura para “justificar” a não participação social. Se a timidez não for tratada, o problema de peso continuará.
Cerca de 50% das pessoas que são ou estão gordas tem alterações de auto-imagem ( do “retrato mental” de si próprias). O trabalho de reconstrução da auto-imagem é essencial. A ´pessoa pode estar magra, mas se não se sentir magra voltará a engordar.
Na medida em que cresce a auto-estima , cresce a segurança e diminui a necessidade de comer sem fome e a pessoa terá mais facilidade para aderir a um plano nutricional. O escudo que a gordura proporciona, sua função de defesa ou ataque, começa a perder a função.Muitas vezes a gordura pode defender a pessoa contra a intimidade.
Comumente as pessoas que querem emagrecer se defrontam com um conflito : desejam emagrecer mas em seu inconsciente TEMEM emagrecer. TODA VEZ QUE HÁ UM CONFLITO ENTRE A VONTADE CONSCIENTE E A EMOÇÃO INCONSCIENTE, VENCE O INCONSCIENTE ! Daí a necessidade de autoconhecimento psicológico, o que se faz mediante psicoterapia.
Grandes adversários do emagrecimento são a impaciência, a inflexibilidade, a resistência a mudanças, baixa tolerância à frustração.
Nossos atos muitas vezes são irracionais. Temos medo de coisas que não constituem ameaça, fazemos coisas que aparentemente não condizem com nossos objetivos.Por isso é necessário nos conhecermos , termos acesso a camadas mais profundas de nossa personalidade, de nossas emoções . Isso exige participação por parte do paciente.
POR ISSO, SÓ LÓGICA NÃO BASTA !!!!
fim...............
CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS DO...”REGIME”
Toda pessoa que necessita emagrecer gostaria de faze-lo “o quanto antes”. Pressões de mídia, busca de ideais estéticos, fuga à rejeição social e, menos freqüentemente, busca de saúde, mobilizam um imediatismo que as leva a dietas absolutamente radicais, desprovidos de base científica, apregoados por leigos,”bem ou mau intencionados, e que acabam se constituindo num perigoso boca a boca.
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Quem tem problemas com seu peso necessita reorientação nutricional para o resto da vida. A tentativa de “abreviar o processo” via redução drástica traz conseqüências físicas e psíquicas consideráveis.
Se não há um perfil psicológico definido para a obesidade, a população de obesos apresenta maior incidência de transtornos psicológicos do que a de não obesos. Ansiedade, pânico, fobia social, transtornos de personalidade, vulnerabilidade ao stress, impulsividade, COMPULSÃO ALIMENTAR e outros, especialmente depressão.
Dietas excessivamente restritas pode ativar quadros ansiosos pré-existentes ou gera-los, bem como episódios depressivos. O stress muitas vezes é reduzido via comida. Se a dieta for muito restritiva, proibitiva, tipo “tudo ou nada”, estará aberto um círculo vicioso: “regime” aumenta o stress que acaba com o “regime”.
É difícil generalizar se a ansiedade é primária (“causa”) ou secundária (“efeito”) , mas se encontra presente em 80% dos casos de obesidade e sobrepeso. O estado depressivo, em pessoas geneticamente predispostas, provoca aumento de peso, a ansiedade aumenta a “fome psíquica”, onde o alimento é utilizado para diminuir a tensão.
“Regime” tem curta duração. O excesso de proibições induz a frustrações e a comportamentos de oposição e de compensação (comer demais). Está aberto o caminho para a compulsão alimentar, desencadeada por ansiedade e privação. Além disso, a privação e a frustração decorrentes aumentam a vulnerabilidade a outros tipos de frustrações e conseqüentemente aos agressores psicológicos externos internos.
A culpa decorrente de “não conseguir” induz a ingerir alimentos em grande quantidade e a já solapada auto-estima, componente essencial dos transtornos alimentares e da obesidade, vai a zero.
Quem faz regime não tem vida social! Está em regime! E lá se vão outras fontes importantes de gratificação. Mais frustração, mais ansiedade e...mais comida que deixa de ser UM prazer para se tornar O PRAZER!
O efeito “yo yo” cronifica o processo até que um dia a vítima se dá por vencida e aceita passivamente a derrota. “Sou assim mesmo”, “é minha constituição”, não sem um imenso sofrimento físico, psíquico e social.
O tratamento da obesidade e sobrepeso requer planejamento e estratégias adequadas. Os pilares são reeducação alimentar, acompanhamento médico, atividade física e acompanhamento psicológico. Não há magia, mas um reaprendizado de todo um estilo de vida. Para mudar peso é necessário antes “mudar a cabeça”. Pessoas psicologicamente equilibradas conseguem aderir ao plano médico-nutricional. O tratamento psicológico indicado em obesidade é a Psicoterapia comportamental e cognitiva, amplamente testada nos centros de pesquisa de todo o mundo e eficaz no tratamento de transtornos alimentares e ansiedade.
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Quem tem problemas com seu peso necessita reorientação nutricional para o resto da vida. A tentativa de “abreviar o processo” via redução drástica traz conseqüências físicas e psíquicas consideráveis.
Se não há um perfil psicológico definido para a obesidade, a população de obesos apresenta maior incidência de transtornos psicológicos do que a de não obesos. Ansiedade, pânico, fobia social, transtornos de personalidade, vulnerabilidade ao stress, impulsividade, COMPULSÃO ALIMENTAR e outros, especialmente depressão.
Dietas excessivamente restritas pode ativar quadros ansiosos pré-existentes ou gera-los, bem como episódios depressivos. O stress muitas vezes é reduzido via comida. Se a dieta for muito restritiva, proibitiva, tipo “tudo ou nada”, estará aberto um círculo vicioso: “regime” aumenta o stress que acaba com o “regime”.
É difícil generalizar se a ansiedade é primária (“causa”) ou secundária (“efeito”) , mas se encontra presente em 80% dos casos de obesidade e sobrepeso. O estado depressivo, em pessoas geneticamente predispostas, provoca aumento de peso, a ansiedade aumenta a “fome psíquica”, onde o alimento é utilizado para diminuir a tensão.
“Regime” tem curta duração. O excesso de proibições induz a frustrações e a comportamentos de oposição e de compensação (comer demais). Está aberto o caminho para a compulsão alimentar, desencadeada por ansiedade e privação. Além disso, a privação e a frustração decorrentes aumentam a vulnerabilidade a outros tipos de frustrações e conseqüentemente aos agressores psicológicos externos internos.
A culpa decorrente de “não conseguir” induz a ingerir alimentos em grande quantidade e a já solapada auto-estima, componente essencial dos transtornos alimentares e da obesidade, vai a zero.
Quem faz regime não tem vida social! Está em regime! E lá se vão outras fontes importantes de gratificação. Mais frustração, mais ansiedade e...mais comida que deixa de ser UM prazer para se tornar O PRAZER!
O efeito “yo yo” cronifica o processo até que um dia a vítima se dá por vencida e aceita passivamente a derrota. “Sou assim mesmo”, “é minha constituição”, não sem um imenso sofrimento físico, psíquico e social.
O tratamento da obesidade e sobrepeso requer planejamento e estratégias adequadas. Os pilares são reeducação alimentar, acompanhamento médico, atividade física e acompanhamento psicológico. Não há magia, mas um reaprendizado de todo um estilo de vida. Para mudar peso é necessário antes “mudar a cabeça”. Pessoas psicologicamente equilibradas conseguem aderir ao plano médico-nutricional. O tratamento psicológico indicado em obesidade é a Psicoterapia comportamental e cognitiva, amplamente testada nos centros de pesquisa de todo o mundo e eficaz no tratamento de transtornos alimentares e ansiedade.
fim.............
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