sábado, 29 de dezembro de 2012

CORAÇÃO....

''Olhe para o seu coração.''


Foto: ''Olhe para o seu coração.''

- Rumi

PSICOLOGIA DA ACEITAÇÃO......



Aceitação

"Aceitar que somos eternamente diferentes é o primeiro passo para construir a unidade. Harmonia entre iguais é tarefa fácil, entre opostos, um desafio. Opiniões diferentes podem criar discórdia ou enriquecer o produto final, depende da visão e do nível de altruísmo. Sustentar a unidade é apreciar o valor do conjunto e a singular contribuição de cada um, permanecendo leal, não apenas uns com os outros, mas também à meta estabelecida".





Foto: Aceitação

"Aceitar que somos eternamente diferentes é o primeiro passo para construir a unidade. Harmonia entre iguais é tarefa fácil, entre opostos, um desafio. Opiniões diferentes podem criar discórdia ou enriquecer o produto final, depende da visão e do nível de altruísmo. Sustentar a unidade é apreciar o valor do conjunto e a singular contribuição de cada um, permanecendo leal, não apenas uns com os outros, mas também à meta estabelecida".

Brahma Kumaris UK 
Localização - Les Dents du Midi, visto de Champoussin, Suíça.

PSICOLOGIA DO LIMITE E A TOLERÂNCIA.....

O Limite e a Tolerância

Tudo que é "perfeito" tem limites impostos pelo seu próprio ser ou estado de "perfeição": um ser que manifeste as suas qualidades não o pode fazer sempre em todos os aspectos. O imperfeito, além de não manifestar sua potencialidade, quando o faz, pode fazê-lo de modo a não preencher as características do seu ser.

O homem é um ser social e possui uma individualidade. Não é perfeito e portanto, sob diversos aspectos, limitado. Precisa viver consigo mesmo e com os outros, porém, as leis pessoais não são as mesmas que as sociais. Pelo valor que é a individualidade, alguns homens são melhores em certos aspectos; outros, em outros, e assim a sociedade se completa e a vida social é possível. Mas a moeda tem outra face e o fato das pessoas diferirem em tantos aspectos pode gerar atritos de valores. Os limites das pessoas também são diferentes. Neste ponto começa o limite entre o pessoal e o social. Existem situações que podem ser ignoradas, passíveis de serem aceitas, em prol da sociedade, do bem comum. Mas o limite não é fixo, pode variar muito: toleramos algo numa manhã, mas se o mesmo assunto for apresentado à noite..., passa dos limites. Quereríamos que este limite fosse mais elástico, e de certo modo o é. O limite da tolerância tem por um lado a manutenção da individualidade e por outro a inclusão do individual no social. Se isto não ocorrer, alguns perdem sua individualidade e outros são excluídos e preferem se isolar do convívio social.

Neste conviver, o homem percebe que seus sonhos nem sempre são realidades quando se analisa na perspectiva do tempo. A certeza da morte o incomoda, seja pelo desejo de realizar-se, de deixar uma contribuição para a sociedade, ou pelo nihilismo teórico-prático em que muitos podem mergulhar.

Nossa liberdade é o preço da nossa existência, segundo Rodríguez-Rosado (1976). Existimos como seres humanos livres. Se não tivéssemos liberdade, nossa existência com certeza não seria da mesma forma. Seríamos outros seres, incapazes de optar, pois nosso protocolo seria rígido. Ao optar, por exemplo, entre ficar em casa estudando ou sair com os amigos para descansar, em qualquer um dos casos, mostraremos que somos livres - e responsáveis -, mas pagaremos o preço da nossa livre decisão. Cada ser humano pode optar, e ao escolher exclui algo. E todas as nossas ações podem ser vistas por terceiros, que nos rotulam em função das nossas ações. Existimos e somos, mas nem sempre gostamos de ser rotulados pelos nossos defeitos, modos etc. Algumas pessoas possuem defeitos mais evidentes, que se manifestam no convívio social. A semelhança de uma verruga negra e grande na ponta do nariz; caso estivesse escondida em outra parte do corpo, chamaria menos a atenção. Assim são nossos defeitos. Muitas vezes eles são evidentes, outras não.

A mente humana por vezes tende a caricaturizar em função dos traços ou atitudes negativas daqueles que nos cercam. Melhor seria ver os aspectos positivos dos outros: é mais fácil ensinar algo do que fazer alguém esquecer alguma coisa. Assim, poderíamos afirmar que a primeira impressão é a mais forte. Mas as pessoas mudam, por conta própria ou com a ajuda de terceiros. E no processo de mudança se percebe, por um lado, um limite pessoal; por outro, uma tolerância social. No final de cada interrelação, ambas as partes são capazes de exibir um estado superior ao anterior. É sobre estes pontos que iremos tecer algumas considerações.

A tolerância


A palavra tolerância provem do latim tolerantia, que por sua vez procede de tolero, e significa suportar um peso ou a constância em suportar algo. Teve no passado, e com sentido negativo, a função de designar as atitudes permissivas por parte das autoridades diante de atitudes sociais impróprias ou erradas. Hoje em dia, pode ser considerada uma virtude e se apresenta como algo positivo. Esta é uma atitude social ou individual que nos leva não somente a reconhecer nos demais o direito a ter opiniões diferentes, mas também de as difundir e manifestar pública ou privadamente(1).

Tomás de Aquino diz que a tolerância é o mesmo que a paciência(2). E a paciência é justamente o bom humor ou o amor que nos faz suportar as coisas ruins ou desagradáveis. Ao tratar do tema da justiça, o Aquinate também nos indica que "a paciência - ou tolerância - é perfeita nas suas obras, no que respeita ao sofrimento dos males, em relação aos quais ela não só exclui a justa vingança, que a justiça também exclui; nem só o ódio, como a caridade; nem só a ira, como a mansidão, mas também a tristeza desordenada, raiz de todos os males que acabamos de enumerar. E por isso, é mais perfeita e maior, porque, na matéria em questão, extirpa a raiz. Mas não é, absolutamente falando, mais perfeita que as outras virtudes, porque a fortaleza não suporta os sofrimentos sem se perturbar, o que também o faz a paciência, mas também os afronta, quando necessário. Por isso, quem é forte é paciente, mas não, vice-versa. Pois a paciência é parte da fortaleza."(3)

A diferença de abordagem, seja ela histórica ou dentro dos diferentes campos das ciências particulares, nos permite observar que dentro das humanidades, a tolerância diz respeito ao ser humano ou a sociedade, enquanto que nas ciências exatas, está baseada em leis físico-químicas e biológicas. Alguns exemplos ilustram o uso da palavra (in)tolerância ao longo dos séculos.

No final do séc. XVI, muito se falou de tolerância religiosa, eclesiástica ou teológica. Hoje em dia também se tolera - pacientemente - em pontos que não são essenciais de uma determinada doutrina mesmo que seja em detrimento da mesma, mas para uma melhor convivência social(4).

No passado (desde meados do séc. XIX), maison de tolérance(5) era a casa ou zona de prostituição: muitos toleram esses locais, procurando evitar, assim, a disseminação desses costumes em toda sociedade.

Na medicina, a palavra "tolerância" é utilizada para significar a aptidão do organismo para suportar a ação de um medicamento, um agente químico ou físico. Desta forma, as diferentes espécies toleram de diferentes modos os microrganismos: alguns adoecem e morrem, a outros nada ocorre. Os níveis de tolerância à radiação têm tal limite... Tecnicamente, a tolerância é o limite do desvio admitido dentro das características exatas de um objeto fabricado ou de um produto e as características previstas. Não são todos que suportam os medicamentos, e algo que está fora das normas algumas vezes pode ser tolerado. E assim pode se falar também de suportar fisicamente ou mentalmente algo pesado; em tolerar erros gramaticais; assim, podemos descer um degrau, recebendo o conhecimento neste nível, o qual é mais tolerável; algo pode ser tolerável, inclusive indiferente, aceitável: "o almoço foi bastante tolerável". Até mesmo dentro da ecologia Odum (1953) no seu livro Fundamentos de Ecologia coloca exemplos de limites de tolerância dentro da natureza(6).

Dentro das leis físicas, o universo tende a se desorganizar. Por outro lado, tudo que está vivo, tende a se organizar. Mas o homem, sendo livre, pode "ajudar" a desorganizar o mundo. Como num processo de tentativa e erro, as pessoas buscam soluções para viver consigo mesmo e com as demais. Às vezes parece que temos na mão um saco cheio de bolas, que tentamos arremessar e colocá-las dentro de um buraco distante. De modo simplista, dizemos que podemos acertar ou não, mas na prática, as coisas não ocorrem bem assim. O acerto aparece como uma vitória. Foram centenas de arremessos, e um acerto! Tolerar é aceitar os limites, é na realidade ser paciente. A paciência é justamente aceitar o desagradável, com bom humor.

Também na literatura universal, existem alguns provérbios que nos recordam a tolerância.

Tolérance n’est pas quittance(7), que poderíamos traduzir por: "Tolerância não é liberdade total...". Numa pequena cidade do interior, um deficiente físico, sem pernas, perambulava pela cidade com auxílio das duas mãos e o apoio do tronco. Durante anos, no seu trajeto, era debochado por um homem que dizia: - Vai gastar o... Um dia ele perdeu a paciência e matou o importunador. Na justiça, o aleijado foi duramente atacado, e tido como assassino cruel. O advogado, ao iniciar a defesa, falou durante dez minutos elogiando a qualidade de cada membro do júri, até que o juiz interrompeu: - Se o senhor não iniciar a defesa, não permitirei que prossiga. Sabiamente, o advogado respondeu: - Meritíssimo, se o senhor não agüentou dez minutos de elogios, imagine a situação do réu que suportou anos de insultos... Nestes casos, pode valer o provérbio: "Não seja intolerante a menos que você se confronte com a intolerância"(8).

Quanto à tolerância, costumamos atuar, como diz o provérbio, "com dois pesos e duas medidas": tendemos a ser muito complacentes com os desvios de nossa conduta (e isto quando os reconhecemos...) e implacáveis com os outros: não lhes damos o tempo necessário para mudar. De fato, abandonar um mau costume e atuar de modo completamente oposto é uma tarefa que exige esforço e pode durar meses ou anos... E, quanto aos outros, exigimos que tudo ocorra no mesmo instante, esquecendo que as coisas têm seu ritmo natural. Um feijão demora para germinar, crescer, florir, dar a vagem... e nós às vezes somos semelhantes às crianças, que deixam o feijão no algodão do pires com água, e no dia seguinte se decepcionam com a ausência de vagens. Para viver, deixar viver(9).

O que leva duas pessoas a entrarem em discórdia? A invasão do direito alheio, o ultrapassar o limite de tolerância, a incapacidade de compreensão mútua ou própria, a falta de empatia, a nossa própria natureza, o nosso temperamento. Somos limitados, e isto se manifesta também no modo tosco com que nos relacionamos muitas vezes com as pessoas.

A distância que existe entre as pessoas, em parte é criada por cada um. Às vezes percebemos que com alguns, já num primeiro momento, se consegue chegar perto, e falar sem gritar ou mandar mensageiros, mas nem sempre é assim. É preciso usar a inteligência, para encontrar o caminho da comunicação entre as pessoas. Inteligência e vontade de querer se comunicar... ou não.




Os limites


Nossas limitações são patentes. Não somos o que queremos, não fazemos tudo que sonhamos, não temos o dom de estar onde desejamos. Dentro destes limites é que nos movemos. Conhecer os limites pessoais e os dos outros - pois somos seres que não se repetem - é uma tarefa que dura toda a vida. O limite também não é algo estático, as pessoas mudam. Logo, o sistema de comunicação entre as pessoas é algo dinâmico e tem suas "leis" próprias, que cabe a cada um descobrir em cada momento. Em vez de gastar tempo reclamando que não existe comunicação, poderemos empregá-lo, verificando como estabelecer esta relação.

Por outro lado, quando as pessoas se aproximam, uma tem em relação a outra uma expectativa. Na prática existe também um pré-conceito, mas por ora, vale a pena refletir sobre a expectativa.


Expectativa


Nossas atividades estão inseridas no contexto da expectativa. Spes em latim, significa tanto esperança como expectativa de algo feliz. Um novo emprego, um novo trabalho, uma nova amizade geram expectativas. Alguns defendem a postura de não ter expectativa de nada, e assim, o que ocorrer de bom nos fará felizes. Mas isto não condiz com a etimologia da palavra. Temos esperança de que se agirmos de um modo, seremos felizes. Se nos relacionamos com alguém, é porque precisamos deste alguém, ou gostamos de estar com ele.

Quando um aluno se aproxima do professor para pedir um estágio, ambos têm uma expectativa. Explicitar estas expectativas um ao outro, evita a decepção. O combinado não sai caro, reza o ditado popular. Desta forma se evitaria a conhecida antropofagia...

A antropofagia nos une, quando os interesses pessoais têm a possibilidade de serem supridos pelas habilidades alheias. Agumas vezes o aluno apenas quer uma bolsa, ou aprender uma técnica, publicar um trabalho, decidir sua vida profissional; ou talvez ele esteja querendo ficar no estágio uma semana, um mês, um ano... sua vida toda. E como iremos saber se não perguntarmos? O professor também espera algo do aluno. Às vezes de modo possessivo, outras vezes de modo diferente, como mão de obra. Pode pensar também num talento para vida acadêmica, e se por um lado vê um discípulo, não pode deixar de encobrir as dificuldades pelas quais irá passar. Mas isto tudo, não passa de dúvidas. Um tem expectativa do outro, e nada mais lógico e razoável que exista um diálogo entre ambos, antes de iniciar as atividades. Alguém tem expectativa de alguém, mas ninguém não tem expectativa de ninguém... E os outros são para nós alguém... ou ninguém?!




Compreensão


Compreender cada um como é, acaba sendo o melhor modo de interagir. As vezes as pessoas precisam de peixe, outras vezes, precisam de trabalho educativo sobre a pesca, e sempre atenção externa de outras pessoas. Todos precisamos de cúmplices em nossas atividades.

Compreender, querer, perdoar. Esta tríade resume bem o relacionamento humano ideal. Da cultura popular somos capazes de lembrar: "Deus perdoa sempre, os homens de vez em quando, a natureza nunca" ou "Errar é humano, perdoar é divino". O perdão absoluto é divino. Nós podemos ter o ideal de perdoar, mas nem sempre conseguimos, como na terrível fórmula: "Perdoar, eu perdôo; mas esquecer, não esqueço...".

O erro das pessoas leva às vezes a conseqüências sérias para um perdão imediato. A reação pessoal ou social contra aquele que errou, pode ser irasciva, vingativa, punitiva. Mas o que se quer mesmo, é que aquele que errou, e com isto de certa forma agrediu, reconheça e mude. Talvez precise sofrer as conseqüências do seu ato para merecer o perdão. Não reconhecer o próprio erro ou de certa forma encobri-lo já consiste em parte da pena, por não se adequar com a verdade. Perdoar antes porém, abre uma porta honrosa para o agressor, que não precisa gastar tempo se justificando. Aqui vale mais uma definição do ser humano: aquele que é capaz de se desculpar e justificar em todos os seus atos, mas que ficaria envergonhado de manifestar esta desculpa ou justificativa em voz alta para outros. Sim, as desculpas que damos a nós mesmos para fazer coisas erradas, não convencem...

O castigo piora o ruim e melhora o bom, e como o bom deve ser melhorado, não se deve evitar o castigo. Mas, o ruim? Não merece o castigo, ou além do castigo precisa de algo para melhorar? Talvez precise também da compreensão... As pessoas aprendem também pelos erros, próprios ou alheios, históricos ou do presente. Quanto maior o erro, piores as conseqüências, e menores as chances de errar de novo. A evidência do erro para a sociedade mexe com os brios daquele que errou. A compreensão não pode ser confundida com a cumplicidade no erro; a cumplicidade está associada ao desejo de ser solidário com a pessoa que errou e disposição de ajuda para reverter esta situação. Esta aventura de compreender implica num compromisso. O amigo, é aquela pessoa que apesar de conhecermos perfeitamente como é, continua sendo amigo ou: "O amigo é o amigo do amigo".

O perdão, pode ser imediato ou não, com consequências ou sem elas. Ora, o tempo é apenas uma convenção, mas nem por isto deixa de existir... As pessoas, como o bom vinho, melhoram com o tempo ou, para continuar remetendo a provérbios: "O tempo é o melhor remédio". As pessoas, como já dissemos, buscam sempre uma justificativa para os seus atos, e também para perdoar. Em todos estes casos, é difícil ter a medida, pois a pena deve ser proporcional a ofensa, e o ofendido mostra que é grande, perdoando. As leis positivas neste sentido são como que a segurança da sociedade, na tentativa de se estabelecer uma medida; um verdadeiro protocolo social a ser atingido.

Sintonia


Uma rádio que está sintonizada, pode ser escutada sem ruídos, interferências. Escutar é um ato humano que reflete uma disposição interior. Peter Drucker dizia que "o verdadeiro comunicador é o receptor". Escutar é permitir o diálogo. A prática medieval de dialogar num debate, merece ser lembrada. Enquanto um falava, o outro era obrigado a escutar, pois antes de colocar seu ponto de vista, era obrigado a repetir a idéia do primeiro - com sua expressa aprovação - antes de colocar a sua resposta. Alguns têm o defeito quase físico de não escutar e a partir deste ponto seguem as discórdias.


Essencial, importante e acidental


Uma classificação das realidades pode incluir estas três divisões: essencial, importante e acidental. Talvez exista desacordo no que incluir em cada item. Pensar antes de discutir se aquilo é essencial ou importante ou acidental, em muito reduziria as discussões. Usar a inteligência para identificar exatamente onde se pretende chegar, também é uma forma de diminuir os problemas. Seja na via direta, não "criando" problemas, seja indiretamente, pela compreensão das realidades limitadas.

"Humildade não faz mal" - esta máxima popular, ajuda a retratar mais uma vez a dificuldade que temos de enxergar o mundo real. Por um lado, temos esta deficiência, e por outro temos a teimosia de justificar os atos errados. Se o diálogo amigo nos faz ver o erro, nada melhor que reconhecer. A humildade é a verdade... e a humildade não faz mal!


Ignorância e preconceito


As pessoas muitas vezes não atuam de modo errado por má fé, e sim por ignorância. Com certeza fariam de modo distinto, se soubessem como fazer. Esta tarefa não tem fim, e questionar-se sobre o empenho pessoal de diminuir o nível de ignorância, nos faria no mínimo reconhecedores da dívida social que carregamos. Aprendemos tanto, e por este motivo somos capazes de questionar as deficiências. Não são os professores e pais os únicos interessados. Ninguém dá o que não tem, e por isto sempre temos algo que dar a outrem, e assim diminuir a ignorância.

Outro ponto é o preconceito... O preconceito gera um prejuízo (e também um prejuízo). Uma idéia pré-concebida cria uma barreira para compreender a realidade. Uma pessoa que não queira ouvir, ver ou escutar, tem muitas vezes o preconceito de não aceitar que os outros possam pensar de modo diferente.


Considerações finais


A incapacidade pessoal provada, leva a ressaltar os possíveis limites alheios em vez de reconhecer os próprios.

No convívio social, a tolerância com os demais, clama por uma interação. Ou se ajuda, ou se atrapalha. A indiferença explica mas não resolve.

Mas a quem ajudar? E como ajudar? Castiga o bom e ele melhorará, castiga o ruim e ele piorará. Ou É melhor ensinar a pescar que dar o peixe. Como resolver situações pontuais, sem levar em conta o princípio da subsidiariedade? Se ajuda quem precisa, até que ela tenha condições de independência para aquele tipo de ajuda. Assim se respeita a autonomia, se exerce a autoridade, se compreende o verdadeiro valor da humildade.

As crianças mimadas representam um problema para a sociedade. As pessoas precisam de afetividade, mas mimar é dar mais do que elas realmente precisam. Com certeza, a tolerância e sua medida requerem um salutar e apaixonante exercício de análise e síntese. Esta é a postura de quem quer simplificar as coisas para ter o tempo livre, ou o ócio tão necessário em nossos dias.

Tolerância zero, é um tipo de lei social, que não permite o erro sem punição. Isto é levar em conta, que as pessoas são boas... Castiga o bom e ele irá melhorar... Mas o homem não é bom por natureza. Ele pode se fazer bom, se tem disposição de ser, pois o homem é um ser axiotrópico.

Não ter tolerância com qualquer tipo de erro, de certa forma ajuda a resgatar o que é próprio da personalidade humana: participação, unicidade, autonomia, protagonismo, liberdade, responsabilidade, consciência, silêncio, provisoriedade e religião. Höffner (1983). Cada uma das características do ser humano poderiam ser exploradas neste estudo, mas o protagonismo talvez seja o que mais atenção mereça. Somos sujeitos do nosso pensar, agir e omitir. Nossos atos assumem um caráter irrevogável do nosso eu. Podemos arrepender-nos, mas não nos desfazer nossos atos(10). E numa sociedade onde tudo é socialmente aceito, tudo acaba sendo tolerado. As pessoas perdem a noção do que é certo ou errado. A inteligência deixa de discernir, e a vontade fica fraca para agir. As pessoas prezam o que lhes é caro, e o dinheiro é caro a todos. Assim multar é uma forma de obrigar as pessoas a refletirem sobre si mesmas e a sociedade. Isto não é um direito, é uma tolerância(11).

Quem não vive como pensa, acaba pensando como vive. Aprender a observar a realidade do ser pessoal e do ser social é a melhor forma de compreender o limite que existe nas coisas e nas pessoas. Caso contrário, gastar-se-ia tempo moendo água, encontrando defeitos onde existem apenas características. Com certeza assim, seremos mais tolerantes com os outros e conosco próprios.

Para finalizar, vale a pena recordar os ensinamentos de Sócrates, recolhidos por Reale & Antiseri (1990) "A felicidade não pode vir das coisas exteriores, do corpo, mas somente da alma, porque esta e só esta é a sua essência. E a alma é feliz quando é ordenada, ou seja, virtuosa. Diz Sócrates: Para mim quem é virtuoso, seja homem ou mulher, é feliz, ao passo que o injusto e malvado é infeliz. Assim como a doença e a dor física são desordens do corpo, a saúde da alma é a ordem da alma - e esta ordem espiritual ou harmônica interior é a felicidade"(p. 92).

sábado, 22 de dezembro de 2012

RECEITA DE ANO NOVO


                                  FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO


 Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?) Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

AUTO-ESTIMA



Auto-Estima

"Se um dia alguém fizer com que se quebre
a visão bonita que você tem de si,
com muita paciência e amor reconstrua-a.
Assim como o artesão
recupera a sua peça mais valiosa que caiu no chão,
sem duvidar de que aquela é a tarefa mais importante,
você é a sua criação mais valiosa.
Não olhe para trás.
Não olhe para os lados.
Olhe somente para dentro,
para bem dentro de você
e faça dali o seu lugar de descanso,
conforto e recomposição.
Crie este universo agradável para si.
O mundo agradecerá o seu trabalho."

Brahma Kumaris

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Transtorno Bipolar


Transtorno Bipolar ou Distúrbio Bipolar é uma doença que causa oscilações repentinas no humor de uma pessoa.  Essas alterações podem ser sutis ou dramáticas com episódios recorrentes de mania e depressão que começam geralmente na adolescência ou início da idade adulta, e ocasionalmente ocorre em crianças, afetando tanto o sexo masculino como o feminino. Em adultos, os episódios de mania ou depressão geralmente duram semanas ou meses, embora possam também ser mais curtos. Em crianças e adolescentes, no entanto, estes episódios podem ser muito curtos, com variações entre mania e depressão ao longo do mesmo dia.
Não se sabe exatamente a causa do transtorno bipolar. Acredita-se que esta condição seja causada pelo desequilíbrio dos neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina e GABA), por influências genéticas, como também por fatores ambientais. Os pacientes oscilam entre a felicidade e a tristeza de uma forma muito mais acentuada do que aqueles que não sofrem a doença, através de repetidos períodos de depressão (fases depressivas), alternando com períodos de euforia (fase maníaca). Os padrões de mudanças de humor podem ser cíclicos, muitas vezes começando com um passatempo que termina em uma depressão profunda.

Durante a fase depressiva o paciente pode ter os seguintes sintomas:

Sentimentos de desesperança e pessimismo.
Tristeza e ansiedade.
Perda da auto-estima.
Sensação de um “vazio” profundo.
Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo.
Perda de interesse ou prazer em passatempos e atividades que antes gostava, incluindo sexo.
Diminuição da energia, fadiga e cansaço.
Dificuldade de concentração e tomada de decisões (indecisão).
Insônia.
Perda de apetite e consequentemente perda de peso.
Solidão.
Irritabilidade.
Inquietação.
Pensamentos suicidas.
Durante a fase maníaca (eufórica) o indivíduo pode apresentar os seguintes sintomas:

Agitação.
Autoestima exagerada.
Diminuição da necessidade de sono.
Idéias de grandeza.
Aumento do desejo sexual.
Energia excessivamente aumentada.
Comportar-se de forma inadequada em situações sociais.
Hostilidade.
Os indivíduos estão mais susceptíveis ao abuso de drogas e bebidas alcoólicas, que piora bastante os sintomas e dificulta o diagnóstico dos médicos.
Podem ter comportamentos agressivos.
A pessoa pode se sentir fora de controle ou incontrolável.
Idéias delirantes.
Em um estado grave de mania, a pessoa começa a ter psicoses (ruptura com a realidade).
O transtorno bipolar é classificado em:

Transtorno Bipolar I: Este estágio é o mais grave e o indivíduo apresenta episódios de mania alternados com os depressivos.
Transtorno Bipolar II: O distúrbio é mais brando e envolve episódios mais leves de mania (hipomania) alternando com depressão.
Transtorno Bipolar Misto: Este tipo de distúrbio é caracterizado por períodos mistos, em que em um mesmo dia pode-se haver alternâncias entre depressão e mania.
Transtorno Bipolar Ciclotímico: Pessoas com transtorno ciclotímico alternam entre hipomania e depressão leve. Não é tão grave como bipolar I e II, mas persiste por longos períodos.
Embora o transtorno bipolar seja uma condição perturbadora, o humor pode ser controlado, seguindo um plano de tratamento. Para que haja sucesso no tratamento da doença deve-se ter a consciência e conhecimento do problema por parte do afetado e de seus familiares, usar medicamentos adequados e ter sessões de aconselhamento psicológico (psicoterapia). Os benzodiazepínicos, antipsicóticos e estabilizadores de humor (lítio) são as drogas mais utilizadas no tratamento do transtorno bipolar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

BENEFICIOS DO REIKI...




Alguns benefícios do Reiki
Globo
  • Relaxamento profundo;
  • Eliminação de Bloqueios;
  • Desintoxicação;
  • Aumento da Frequência Vibratória;
  • Equilíbrio do Ser;
  • Complemento de tratamentos médicos;
  • Atenuação dos efeitos secundários das medicações tomadas;
  • Alívio de Angústias, Depressões e Stress.

O Reiki é um método científico de recomposição energética reconhecido como terapia alternativa pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que só pode ser ministrado por um especialista da área.
A terapia Reiki pode ser utilizada sozinha ou como complemento terapêutico junto com técnicas convencionais ou holísticas, pois potencializa e equilibra o corpo para receber remédios ou outros tratamentos.
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Psicologia Natural e Sobrenatural...


SOU UMA MULHER NATURAL (HUMANA )E UMA MULHER SOBRENATURAL

 Como se pode ser sobrenatural e natural ao mesmo tempo? Somos sim ,natural porque choramos , sentimos, ficamos tristes e muitas  vezes desesperadas porque quando estamos assim pensamos que não existe solução pra nada ,  que tudo esta perdido que não conseguiremos passar por tais situações sejam elas quais forem. As situações que ocorrem em nossas vidas  muitas vezes nos fazem crescer amadurecer, sermos pessoas mais sensiveis e melhores pesoas consigo e com o outro .
 Aprender com os erros quase sempre é certo porque muitas vezes o sofrimento faz com que abrimos uma porta para repensarmos em tudo a nossa volta.Eu já ouvi pessoas dizerem tal situação me fez ser uma pessoa melhor,me fez modificar e dá valor a coisas e pessoas que eu não davam importâncias, me fez avaliar e encarar esse mundo de uma forma mais segura,hoje sou mais segura e mais independente porque o o que vive me ensinou que vale sempre a pena lutar
      O ser humano tem uma capacidade de dá a volta por cima que nem ele mesmo sabe , passar ou viver uma situação e ter a capacidade de dá a volta por cima , ter a capacidade de  se levantar após as tempestades, enquantas outras permanecem coladas no chão, presos nas teias das tristezas, sendo incapazes de continuar seus caminhos, mas que pode ser modificado apartir do momento aprende a dá a volta por cima .

     Um ser sobrenatural olha o fim do problema mesmo quando ainda esta nele, ele vê pelos olhos da fé de tudo que vai acontecer, ter convicção de que ele pode vencer e que vai vencer vai se superar e pintar o quadro do seu futuro , pode até chorar, sofrer, e passar por muitas situaçãoes , mas ele tem convcção que aquilo é uma fase e que vai acabar .Eu sou natural porque sou humana, sobrenatural porque pinto o meu quadro e vejo pela fé, sabendo que vou conseguir, pode esta tudo ao contrario, de cabeça pra baixo mas você esta lá firme e forte tirando proveito do que isso pode te ensinar e lutando e não desistindo de lutas que sobrevém pra todos .

Seja uma pessoa sobrenatural nesse mundo natural vença seus medos , enfrente seus obstaculos, aprenda com os erros e ensine pra aqueles que estão mais fracos que você que todos temos uma capacidade de um futuro promissor.Seja capaz de acreditar num futuro positivo , com perseverança, otimismo e o desenvolvimento de uma dimensão espiritual.


                                                                                                                        fim....

PSICOTERAPIA DO COMPORTAMENTAL...







O que faz um Terapeuta Comportamental?

O terapeuta comportamental não é um conselheiro e também não é alguém que apenas ouve e interpreta aquilo que lhe contam: ele busca, junto com aquele que procura a ajuda psicoterapêutica, encontrar estratégias alternativas de ação, visando produzir mudanças efetivas em sua vida.

Buscando uma definição clara dos objetivos da psicoterapia para cada pessoa, cabe ao terapeuta comportamental abrir um leque de opções de conduta, auxiliando na análise das consequências positivas e negativas de cada uma e, então, aceitar, facilitar e colaborar na decisão que a pessoa toma.


Quando procurar a ajuda da Terapia Comportamental?

Muitas pessoas procuram a Terapia Comportamental em função daquilo que estão sentindo, diante de problemas específicos (por exemplo, transtornos de ansiedade, depressoo, estresse, problemas psicossoá¡ticos e sexuais) ou diante de problemas difusos (que elas não sabem especificar). Mas não há mal nenhum em pensar a Terapia Comportamental também como uma importante fonte de auxílio, sempre que nos percebemos incapazes de lidar sozinhos com questões impostas pelas diferentes situações da vida.
"Como as pessoas se sentem é frequentemente tão importante quanto o que elas fazem"

Esta frase, de um importante psicólogo do século XX (B. F. Skinner, 1904-1990), resume muito do que está por trás da psicoterapia: a relação entre nossos sentimentos e nossas ações. Da mesma forma que já se comprovou haver relação entre a saúde física e o bem-estar psicológico, já sabemos que não faz sentido nos preocuparmos com uma única dimensão do ser humano. Somente com uma visão integrada de tudo aquilo que faz com que sejamos o que somos é que poderemos encontrar o caminho para uma vida mais saudável e mais feliz.

O que é Terapia Comportamental?

A Terapia Comportamental pode ser entendida como um processo de aprendizagem, que tem por objetivo auxiliar as pessoas na resoluçãoo de problemas e dificuldades da vida. Ela é um espaço para ampliar a auto-observação, trazendo à consciência uma parcela maior daquilo que fazemos e, principalmente, das razões que nos levam a fazer o que fazemos.

A Terapia Comportamental fundamenta-se na idéia de que, ao promovermos nosso autoconhecimento, é possí­vel aumentar nossa capacidade para agirmos no mundo da maneira que queremos. Desta forma, podemos melhorar nossos pensamentos e sentimentos, em relação ao mundo e a nós mesmos.

É importante lembrar que, embora algumas das causas dos nossos problemas possam estar na nossa infância, é a compreensão das situações pelas quais passamos ou que vivenciamos no cotidiano de nossos relacionamentos que pode fornecer a chave para as mudanças que desejamos ou que necessitamos.

A Terapia Comportamental é uma forma de Análise do Comportamento aplicada aos diversos problemas da vida

Espera-se encontrar na Terapia Comportamental uma ajuda fundamentada em conhecimentos aprofundados acerca do comportamento humano, que ultrapassem o senso comum. Nesse sentido, vale a pena também lembrar que a Terapia Comportamental se apóia em um campo da Psicologia denominado Análise do Comportamento, que estuda o comportamento humano de uma maneira diferente daquela que se encontra na maioria dos livros de auto-ajuda ou em práticas místicas (como, por exemplo, Astrologia, Tarô, Florais de Bach, Reiki, Terapia de Vidas Passadas-TVP etc). Ao invés de seguir crenças, dogmas e o senso comum, a Análise do Comportamento faz pesquisas criteriosas com base no método científico e conta com pesquisadores academicamente conceituados em diversas universidades ao redor do mundo inteiro.

REIKI PODE AJUDAR A VOÇE VIVER MELHOR...

Um ciclo diferente se inicia com a chegada do ano novo.

 É verdade que para alguns a vida simplesmente continua, mas para muitos outros é a grande oportunidade de renovar perspectivas, esperanças e sonhos, mudando para melhor o que não traz satisfação. E o Reiki possui cinco princípios fundamentais que podem nos ajudar a lidar de maneira mais equilibrada com nossas atitudes e pensamentos em 2013. Afinal, não dá para ficar acomodado, reclamando e deixando a vida passar, como se nada pudesse ser feito para transformá-la.
O grande desafio é manter a energia dos maravilhosos fogos de artifícios que iluminam o céu da meia noite e das importantes metas que colocamos para nós mesmos naquele momento. Os princípios do Reiki são simples e, ao mesmo tempo, muito profundos. A ideia é começar a aplicá-los nas suas atitudes, na sua rotina e em tudo o que faz. Entenda abaixo como esses ensinamentos podem ajudar você a vigiar suas ações e pensamentos ao longo do ano, mudando aquilo que não traz benefícios e assumindo a responsabilidade por sua vida.
Os cinco princípios do Reiki são:
  • Só por hoje, eu não me preocupo
  • Só por hoje, eu não me aborreço
  • Só por hoje, eu serei bondoso com o meu próximo e para com todos os seres vivos
  • Só por hoje, eu trabalharei honestamente
  • Só por hoje, eu agradeço pelas minhas várias bênçãos
Princípio 1: "Só por hoje eu não me preocupo"
As preocupações estão repletas de medos e bloqueiam as esperanças. Se você conseguir se libertar pelo menos de algumas preocupações no novo ano, perceberá que ficará gradualmente mais calmo e relaxado. Em longo prazo, as preocupações podem gerar ansiedade, dores de cabeça e nas costas, estresse crônico, problemas digestivos, entre outros.
Em 2013, experimente viver mais intensamente o presente e dar cada passo com amor, bons pensamentos e atitudes positivas. Preocupe-se menos com o que já passou e com o que está por vir, viva o momento atual. Livrar-se de algumas preocupações é um grande passo em direção a uma vida melhor e mais positiva.
Princípio 2: "Só por hoje eu não me aborreço"
Este, para muitos, é o mais difícil dos cinco princípios, pois leva-nos ao processo de libertação do sentimento de raiva. A irritação e a raiva desarmonizam e criam doenças físicas. Seria muito proveitoso se aprendêssemos a transformar essas energias de modo construtivo, controlando a raiva e negociando soluções sensatas para os nossos conflitos.
Uma boa ajuda que podemos prestar a nós mesmos em 2013 é recusar os sentimentos e as energias de raiva, trocando-os pelo diálogo e negociação, fazendo isso um dia de cada vez.
Princípio 3: "Só por hoje eu serei bondoso com o próximo e com todos os seres vivos"
Este princípio consiste em aprender a honrar todas as nossas relações da forma como elas se apresentam na nossa vida. Mostrar amor e respeito por todos os seres, respeitando as diferenças, significa amar e respeitar a nós mesmos. Somos todos parte de uma mesma energia, do todo.
Experimente viver em harmonia com o outro, sem julgar o seu modo de vida. Respeite sua própria condição individual, respeite também a natureza e os seres vivos. A sensação de leveza, fluidez e bem-estar invadirá sua vida em 2013!
Princípio 4: "Só por hoje eu trabalharei honestamente"
Este princípio defende que você ganhe a vida honestamente, sem prejudicar quem quer que seja. Fazendo isso, terá uma vida mais harmoniosa em 2013 e se sentirá bem com todos que lhe rodeiam.
O simples fato de ter consciência, no final do dia, que fez seu trabalho da melhor forma, oferece mais consideração e respeito por si próprio. E ter a clareza que realiza seus afazeres de forma honesta em 2013 pode trazer paz, harmonia e consciência tranquila, melhorando muito sua qualidade de vida.
Princípio 5: "Só por hoje eu agradeço pelas minhas várias bênçãos"
Este princípio diz respeito ao crescimento mental e espiritual, pois nos ajuda a aceitar aos obstáculos que a vida nos coloca. Ser grato por tudo que acontece na nossa vida atrai a energia da abundância porque transformamos reclamação em reconhecimento. Então, adote uma postura muito mais positiva e grata diante da vida e das dificuldades diárias.
Em 2013 podemos aprender a agradecer todos os dias por tudo, nos sentindo merecedores de todas as dádivas conquistadas.
Os cinco princípios do Reiki são um chamado a questionar de maneira profunda nossa própria conduta e a abandonar costumes antigos e carentes de sentido. Qualquer pessoa pode praticar estes ensinamentos, beneficiando-se, evoluindo e tendo uma vida mais feliz.
Que tal iniciar 2013 praticando estes ensinamentos de amor, perdão e libertação? Uma vida mais leve e equilibrada o espera. Você pode mudar, basta querer!
Curiosidade
Os princípios do Reiki, ou GO KAI - como é chamado em língua japonesa - eram recitados pelo monge budista japonês que redescobriu e divulgou o Reiki, Mikao Usui, no início dos seus trabalhos. Ele acreditava que isso auxiliava positivamente na saúde da mente e do corpo. Usui também pensava que uma atitude mental positiva era um fator fundamental para a autocura, e que a capacidade de se libertar das preocupações era o primeiro passo do processo de limpeza energética do corpo e da mente.
No início do século XX, o monge observou que muitas pessoas que se curavam de suas doenças através das aplicações do Reiki, regressavam continuamente com novas doenças. Usui percebeu, então, que não era efetiva a cura do corpo, se as pessoas não pudessem refletir sobre a vida que levavam e a causa das doenças. Foi a partir dessa constatação que ele criou os Cinco Princípios do Reiki, para que as pessoas pudessem compreender a respeito de sua verdadeira cura, que deveria ser não só física, mas uma questão que também envolvesse conscientização e evolução espiritual.


Reiki pode ajudar a viver melhor em 2013




                                                                                                                                               fim...

                                       

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

GRATIDÃO...




Pela amizade que você me devota, por meus defeitos que você nem nota...
Por meus valores que você aumenta, por minha fé que você alimenta...
Por esta paz que nós nos transmitimos, por este pão de amor que repartimos...
Pelo silêncio que diz quase tudo, por este olhar que me reprova mudo...
Pela pureza dos seus sentimentos, pela presença em todos os momentos...
Por ser presente, mesmo quando ausente, por ser feliz quando me vê contente...
Por este olhar que diz: “Amigo, vá em frente!”
Por ficar triste, quando estou tristonho, por rir comigo quando estou risonho...
Por repreender-me, quando estou errado, por meu segredo, sempre bem guardado...
Por seu segredo, que só eu conheço, e por achar que apenas eu mereço...
Por me apontar pra DEUS a todo o instante, por esse amor fraterno tão constante...gratidão a mãe terra que nos da a semente ...

SOU SEU ANJO....PSICOLOGIA DO AMOR....



Sigo uma luz que me leva até você.

Já posso sentir o seu perfume
e ouço as batidas do seu coração.
Sinto quando você está triste e sempre estou por perto
para enxugar suas lágrimas que caem.
Sei que você me busca, mas não consegue me ver...

Então...
me busque com o seu coração, com sua alma,
nas coisas mais simples...
Quem sabe não irá me encontrar!
Estou sempre do seu lado todos os dias da sua vida,
te acompanhando, te amparando, te dando força,
levando alegria, paz e te protegendo, mas você não me vê...
Você me chama quando está triste e eu sempre volto, porque:
Te amar é a minha missão!
Você não me vê, por isso não sabe quem sou...
mas hoje resolvi te dizer quem sou ...

"Sou Seu Anjo"

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O QUE É SER FELIZ....?


CONTROLE SUAS EMOÇÕES..


ESTIMULO



"Sou um pouco de tudo, e demais de algumas coisas, quase nada de outras. Movimento-me por fortes convicções que mobilizam a minha energia intensamente. Aprender, acrescentar, adequar, imaginar e criar são palavras de ordem. 
Sou muito de qu
em gosto e do que gosto, um pouco das músicas que ouço, muito pouco dos meus fracassos e frustrações. Um pouco das experiências vividas e muito das que imagino e quero viver." 

VOÇE É SUA FORÇA...



VOCÊ É A SUA FORÇA

Nos momentos de aflição, de desânimo, de profunda tristeza, quanto o fracasso bate à porta, fica-se angustiado, desgostoso, eventualmente deprimido. Nesses momentos a nossa energia fica esbatida. Afastamo-nos da nossa fo
rça vital. Esquecemo-nos da nossa coragem e combatividade. Geramos autopiedade. Ficamos hipersensíveis. A memória das nossas qualidades fica difícil de recuperar. As coisas boas que nos aconteceram parecem não pertencer-nos. Deambulamos na nossa pele, à mercê das investidas dos pensamentos negativos e derrotistas. No entanto, apesar de alguns acontecimentos serem bastante dolorosos, é o nosso pensamento que gera a maior dor. É a forma como pensamos acerca de nós que mais nos bota abaixo.

Relembre-se da força que existe dentro de si, relembre-se da sua capacidade de dar uma boa gargalhada, de se motivar, de puxar por si. Imagine o que diria a uma amigo que tivesse a passar pela mesma situação que você. E, depois, diga isso a si mesmo. Mantenha essa voz amiga perto de si. Alimente-a com esperança, com a vontade que outrora teve. Procure os caminhos da solução, não percorra mais os caminhos da desgraça.

Agora vá, e mentalize aquilo que ainda julga estar ao seu alcance. Agarre-se a essa ideia, deixe fluir a sua força. Sim, você ainda tem uma réstia de força. Pegue nela, amplie-a e coloque-a ao seu serviço. O seu melhor pensamento é o seu melhor amigo. Vá, faça o que estiver ao seu alcance pensando de forma positiva e, munido dessa centelha de força certamente edificará uma esperança concreta.

A DIGNIDADE




DIGNIDADE

"Tendo a possibilidade e a honra de aceder e ouvir os testemunhos dos dissabores e incómodos pessoais de um elevado número de pessoas, as suas frustrações, os seus amargos de boca, a luta com elas mesmo e com o mundo ao seu redor, a sua coragem perante o infortúnio e a desgraça. Respeito-as, admiro-as e com isso entendi e aprendi o enorme potencial que cada ser humano comporta em si - a sua dignidade.

Nos inúmeros atendimentos que fiz e vou fazendo, vou comprovando e reforçando a ideia de que quando a pessoa começa a aceitar-se, a olhar-se de frente, a respeitar a sua dor, as suas incapacidades e problemas, percebe em si mesmo uma tremenda força notável que a impulsiona para a crença de que o caminho da melhoria é uma realidade em que consegue caminhar"

O EXAGERO DE SER



Às vezes, na vontade enorme de ajudar, de fazer, de dar algo, de ser mesmo para alguém, a gente acaba exagerando em algumas atitudes. E isso é ruim porque confunde o que um espera do outro. É difícil conviver com isso quando da gente muito se espera, mas a gente não sabe muito bem como agir, como falar, como se portar diante de determinadas situações. Como é fácil exagerar na cobrança do outro, naquilo que a gente quer e não no que o outro pode oferecer. Às vezes não pode muita coisa e isso frustra. Tanto quem tenta ser quanto quem quer receber. Talvez seja o cotidiano, a correria desenfreada do dia que faz com que o exagero seja exacerbado em alguns momentos. É que a gente já viu e já passou por tanta coisa que não sabe bem se fez ou faz as coisas certas. Mas a gente não desiste de tentar. Se o exagero de algumas pessoas que estão com o coração apertado quem sabe, com algum problema pessoal talvez... Por isso o essencial é respeitar as mazelas alheias. Não deixar com que uma questão triste seja o maior problema do mundo. Com o tempo as coisas se ajeitam.....Iso é apenas vontade de ajudar de ser de fazer...são meras fases na qual se encontramos mas no final td da certo...




OUÇA TEU CORAÇÃO......NELE ESTA  O VERDADEIRO SENTIMENTO ....

Listen To Your Heart

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

PSICOLOGIA DA ALEGRIA




Alegria

Por que razões é importante a ALEGRIA estar presente em nossas vidas?

Antes de responder esta pergunta, é necessário aprendermos o que é a Alegria. Você já se perguntou o que é para você Alegria? Cada um de nós pode ter diversas respostas para definir este sentimento, porém sempre relacionamos a algo que nos proporcione um prazer, um estado de felicidade.
Para muitas pessoas sentir alegria é ganhar algum presente, é alcançar um objetivo, ter dinheiro, ser promovido, ter um filho ou mesmo curar-se de uma doença. Sim, esses e muitos outros momentos felizes e prazerosos nos proporcionam a alegria.
Porém a Alegria não pode ser resumida somente a momentos felizes. Devemos aprender a viver, toda a vida com a alegria presente e esta atitude nos modificará de forma bastante positiva.
Ser uma pessoa alegre, não significa ser uma pessoa boba, tola, que não leva a vida a sério. Ter seriedade na vida não significa ser triste! Ser alegre na vida significa ter uma postura positiva diante do dia a dia, das diversas dificuldades que enfrentamos.
Podemos entender melhor isto com estes exemplos:
• Quando estamos doentes, se ficarmos pensando como é ruim estar doente, que isto não poderia ter acontecido, que o tratamento é doloroso ou complicado, a doença tende a demorar muito mais para curar ou mesmo piora muito. Se, em vez disso, focarmos nossa atenção “no que tenho que fazer para melhorar” e “lembrar que a vida não se resume a doença, que tenho várias outras coisas boas na vida” nos fazem melhorar muito mais rapidamente!
• Se estamos insatisfeitos com o trabalho, não devemos ficar pensando, remoendo a tristeza e lamentando. Devemos sim pensar no que será que eu posso fazer para melhorar as minhas condições de trabalho, fazer um curso, conversar com um superior que possa te ajudar a crescer!
• Quando enfrentamos dificuldades na família também devemos buscar ajuda. Conversar com alguém que possa orientar, trazendo uma outra visão sobre os problemas nos ajuda a solucionar tudo muito mais rápido.
Ter alegria constante é enfrentar as mais diversas dificuldades sabendo que a vida não é somente aquele momento, mas um caminho que construirmos a cada momento. A vida se torna triste e depressiva se focamos naquilo que não deu certo, que não está bom. A vida se torna bela e alegre se a vivemos sabendo que as coisas são passageiras e que podemos modificar seu rumo a qualquer momento.
Ria mais, leia um livro, assista filmes, brinque com crianças, sorria para as pessoas, trate a vida como um presente que deve ser cuidado a todo momento. Assim você sentirá como é muito mais gostoso viver SENDO ALEGRE E FELIZ!

TRISTEZA



Às vezes, amar é viver o tempo do outro. É olhar dentro dos olhos do outro e perceber quanta vida há naquele olhar. Isso é uma prova de amor. Isso alivia a tristeza que sufoca o coração. Quantas vezes, você mesma, sentiu-se triste, sem vontade, cabisbaixa, sem lá muita pretensão com a vida (porque nem sempre se pode ir no ritmo acelerado da vida). Qando vem um olhar de predileção, uma pessoa que te ouve quando o mundo tapou os ouvidos. Nem sempre é alguém conhecido, pois pode ser uma pessoa com quem você não tenha muito contato, mas que há entre vocês afinidade, carinho, respeito, amor (ainda que não demonstrado ao mundo ou de um para o outro). Isso alivia a tristeza que sufoca o coração. Saber que através de uma palavra de alguém que não está ao teu lado, mas que parou um pouco para ir no teu tempo. Somente quem te ama pára e vai no teu tempo, mesmo quando a vida é lenta. Na correria ninguém está nem aí para as tuas dores. Mas sempre há alguém, aquela pessoa que retira a tristeza e vai fazendo o coração ficar mais aliviado. Isso é lindo. Saber que mesmo com tristeza (dentro do seu tempo), você conseguiu identificar em alguém o amor, tão límpido quanto intenso. Aquele sentimento que traz um jeito novo de olhar para a vida. Com dignidade. Sem precisar se esconder, mas sem precisar estender um tapete vermelho a todo momento. Com gratidão, e com confiança. Confiante em que o tempo da tristeza vai passar, pois há gente do lado, por perto, há olhares especiais sobre você, há amor em forma de predileção, que faz confiar, aliviar a tristeza e fazer o coração pulsar no ritmo da vida e do amor.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

EU

"Eu gosto é do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto  e tbm  gosto de rotina ... Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável e explicável  quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo mas na mesma ora coloco em pratica o ke é certo ... São poucas as pessoas pra quem eu me explico.Só quem eu  confio e amo de verdade..."

domingo, 25 de novembro de 2012

Psique Objetiva


Posts com Tag ‘Vida Feliz’
(Imagem da Internet – Autor desconhecido)
Primeiramente, podemos pensar na moradia como parte de duas de nossas necessidades básicas: proteção e segurança. De um lar, contudo, espera-se mais do que a função de simples abrigo. Nós temos a expectativa, consciente ou inconsciente, de que a casa que habitamos nos ofereça conforto, paz, estabilidade e, principalmente, nos ajude a ter mais felicidade. Mas como transformar cimento, tijolos, telhas, tinta, etc., num espaço que possa nutrir nossos corpos, corações e mentes?
A sociedade de consumo viabiliza a existência de vários profissionais dispostos a nos ajudar a ter uma casa que expresse nossos anseios de habitar: arquitetos, decoradores, designers, e por aí vai. Na prática, porém, poucos profissionais da área saberiam explicar o que pode transformar uma casa num lar. Quando oferecem soluções para a organização, decoração, montagem…construção de uma casa, os experts em moradia tendem, na média, a seguir as tendências do mercado. Via de regra, as tendências em questão são fruto de pesquisas das indústrias de construção civil, têxtil, iluminação, etc. Melhor dizendo, as tendências surgem, quase sempre, para justificar os gastos das indústrias com pesquisas que levam a novos materiais e técnicas. Muitas vezes essas inovações podem ser ótimas para o consumidor final, muitas vezes não! O amianto, só para citar um exemplo recente, foi usado largamente nas construções do mundo até que se descobrisse uma correlação entre esse material e a incidência de tumores malignos. Outras vezes, as inovações teconológicas criam tendências que melhoram a vida doméstica de forma geral, favorecendo nossas busca por bem-estar e qualidade de vida. É o caso, por exemplo, dos materiais renováveis, do uso da energia solar, dos vidros temperados, e muitas outros.
Ainda assim, de que forma os “profissionais da casa” podem nos ajudar a erigir um lar? Se pensarmos que a idéia de lar implica, em boa parte, a expressão da nossa individualidade, o desejo de afirmarmos nossa condição social e cultural e a representação dos nossos valores pessoais; o mínimo de conhecimento psicológico, tanto ao nível da espécie – o ser humano – quanto ao nível do indivíduo – o sujeito que demanda a casa – deveria ser parte essencial da formação daqueles que constroem casas. Quem sabe, anum futuro próximo se estabeleça uma abertura conceitual de ambos os lados para a existência de um trabalho interdisciplinar? Ou, pelo menos, o interesse numa produção teórico-prática que buscasse efetivamente o diálogo entre áreas como Arquitetura, Design, Decoração, Engenharia Civil, Psicologia, Antropologia, Sociologia, História, etc.
No campo da Psicologia, do qual me sinto confortável para falar, há estudos sobre os efeitos do ambiente na vida das pessoas, e vice-versa. Esses estudos abarcam desde aspectos genéticos como as neurociências da percepção, até fatores subjetivos como as características de personalidade subsidiadas por formações inconscientes. Uma vertente interessante, e a princípio mais palatável para não psicólogos, são os estudos no campo da Psicologia Ambiental, que se baseiam nos mecanismos evolutivos que favoreceram a constituição da espécie humana. Sabe-se hoje, por exemplo, que a sensação de conforto e felicidade no que diz respeito ao habitar vincula-se aos instintos primários que nos leva(ra)m à luta pela sobrevivência. Como assim? Para entender isso melhor, seguem alguns exemplos:
A busca de refúgio: a sobrevivência de nossos antepassados dependia da capacidade de encontrar lugares seguros, que fornecessem abrigo dos elementos naturais e proteção contra os predadores. Assim, tendemos a preferir lugares acolhedores, que dão a sensação de conter, abrigar, acolher…como ocorre com telhados  de muitas águas e variações na altura, com moradias de espaços compartimentados e privativos. Tanto é que a tendência dos lofts, por exemplo, por mais que tenha sido enaltecida pela mídia especializada, não logrou tornar-se uma regra de moradia, nem mesmo para uma minoria significativa. Alguns arquitetos, como Frank Lloyd Wright, são mestres em criar habitações cheias de espaços com essa característica de “refúgio”. Muitos profissionais, atualmente, seguem esses princípios optando por uma disposição dos móveis e por uma escolha de materiais – como madeira, pedra e outros – que promovem a sensação de conforto e segurança.
A importância da visibilidade: para os nossos antepassados, sobreviver numa savana africana implicava capacidade de antever as ameaças circundantes. Para fazer esses tipo de “previsão”, os humanos sempre dependeram da visão do que ocorria nas redondezas. Não é à toa que ao longo da história humana, os lugares altos semprem foram uma escolha para a construção de castelos, fortalezas e todo tipo de espaço para a defesa. Ou seja, ao mesmo tempo que precisamos nos recolher/refugiar, precisamos saber o que nos ronda a fim de que possamos nos defender. Assim, mesmo hoje, entre nós, há uma certa predileção por espaços amplos, tetos altos, luminosidade, etc. O mesmo vale pelo encantamento que ainda sentimos com casas erigidas em colinas, montanhas e, até mesmo, pelo fascínio susictado pelos arranha-céus das grandes metrópoles no imaginário moderno.
A atração pelo desconhecido: experimentos psicológicos sugerem que os humanos possuem uma forte atração pelo mistério. O que parece fazer sentido, já que descobrir, desvendar, conhecer, etc., são interesses inerentes à própria evolução da espécie. Sem tais interesses estaríamos todos, neste exato momento, habitando cavernas e vestindo a pele de animais mortos (alguns ainda o fazem, sei lá porquê!). Nossa sobrevivência como espécie está diretamente associada ao nosso interesse pelo que é desconhecido, misterioso. É a vontade de conhecer que nos impulsiona a realizar coisas, seja cruzar os oceanos ou fiar o algodão. Talvez, por isso, tendamos a nos sentir atraídos por corredores, escadas, nichos…espaços que “prometem” a revelação de algo mais que nos escapa à primeira vista. Hallsde entrada, sólidas portas; caminhos de acesso à entrada da casa com curvas, esquinas, cantos; cortinas que não ocultam totalmente os ambientes mas velam seus conteúdos…Enfim, casas com pequenos “segredos” parecem nos atrair e encantar.
A conexão com a natureza: no âmbito da investigação científica há sólidos indícios de que imagens de paisagens naturais podem melhorar o humor e, conseqüentemente, causar impacto positivo na saúde dos seres humanos. Um estudo clássico nessa área revelou que pacientes em recuperação cirúrgica, quando instalados em quartos com vista para a natureza, sentiam menos dor e se recuperavam mais rápido do que aqueles acomodados em quartos comuns. É claro que nem todo mundo pode habitar uma casa com vista privilegiada mas, certamente, isso é algo que a maioria de nós gostaria de fazer. Cultivar plantas em casa, morar próximo à agua – seja mar, cachoeira, rio, lago, etc., – ornar paredes com fotografias e pinturas de paisagem, criar um animal de estimação…são maneiras de nos mantermos em contato com a natureza e, ao mesmo tempo, de alegrar o nosso cotidiano. No passado remoto, para os nossos ancestrais, lugares cercados de vegetação e água era a garantia segura de fonte de alimentos, ou seja, de sobrevivência. No mais, o que seria da nossa história como espécie sem a companhia de nossos alegres companheiros de caçada, os cães.
A preferência pela simetria: uma das idéias dominantes atualmente nas neurociências é que o nosso cérebro se sente recompensado com padrões. Essa parece ser uma herança do nosso profundo vínculo original com a natureza. Do ponto de vista biológico, o equilíbrio das proporções, a regularidade e a ordem parecem sinalizar boas condições para a perpetuação da espécie. Tanto no âmbito da atração por um parceiro sexual quanto pela escolha de um lugar adequado para se viver, a existência de formas ordenadas e padronizadas parecem sinalizar confiabilidade. Pense bem: habitar um local no qual as estações seguem um fluxo regular possibilita um melhor planejamento das temporadas de caça, semeadura, colheita, recolhimento, etc. Similarmente, pesquisas recentes sobre a atração sexual têm demonstrado que o nosso cérebro tende a interpretar um corpo simétrico e bem proporcionado com genes mais saudáveis. Logo, simetria, ordem, equilíbrio e proporção parecem estar, do ponto de vista evolutivo, intimamente associados a tudo aquilo que no longo prazo possa ser confiável, produtivo e seguro. Não é a toa que ambientes com arrumação simétrica tendem a nos parecer mais aprazíveis. Paredes, tapetes, móveis, luminárias, janelas, portas, quadros…qualquer elemento de decoração que segue um padrão, seja de cor, textura, forma, tamanho, etc., parece agradar aos nossos olhos.
À procura do centro: nossos ancestrais caçadores e coletores – posteriormente agricultores e pastores – não teriam nos legado seus genes, e garantido nossa passagem por aqui, se em algum momento da dura rotina cotidiana eles não tivessem podido parar e repousar. O descanso é parte essencial da nossa sobrevivência, é o momento no qual nos permitimos ser mais do que animais. O repouso, o descanso, o ócio, são momentos em que podemos refletir, vagar… mergulhar no campo imaginário das nossas especulações, sonhos, desejos e delírios. O espaço que favorece essa “humanização” diária é o que podemos chamar de “centro”, o lugar de recolhimento, de auto-conexão. Casas que oferecem espaços preservados, ou seja, distantes de entradas, corredores e locais de passagem, nos parecem mais relaxantes. Não precisa necessariamente ser um cômodo, pode ser apenas uma poltrona num canto da sala, um banco num jardim, uma cama adequadamente posicionada. Às vezes, a simples mudança da iluminação de um ambiente pode proporcionar esse oásis imaginativo. Um dado interessante sobre o efeito da disposição dos móveis numa casa é que alguns experimentos psicológicos demonstraram que nossas escolhas fora de casa – dos locais por onde queremos andar, em quais preferimos parar e o que buscamos olhar – são afetadas pela organização dos espaços em nossos lares. Simbolicamente falando, nossa motivação para explorar o mundo tem a intensidade e a dimensão dos sonhos que a nossa casa nos permite abrigar.


                                                                        fimmmmmmmmmm....

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